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             A formação dos cânions

          A formação destes profundos sulcos na rocha ainda é um mistério para os cientistas. Uma das definições que ainda vigoram é que: o cânion é um vale com os lados excepcionalmente íngremes, escavados geralmente por um rio rápido que possa ou não estar ainda em evidência.
A Austrália é circundada por cerca de 50 cânions e o mais especial fica no mar ao largo da Ilha Kangoroo e pensa-se que é prosseguimento do antigo curso do Rio Murray que o teria escavado. A origem dos cânions submarinos era um grande mistério sem solução apesar mais de 50 anos de estudos. Há cânions nos oceanos, a 3000 metros de profundidade, que são considerados prolongamento do leito dos rios após estes terem encontrado o oceano. Um dos mais notáveis é o cânion de Bering, através do mar de Bering, com 3.200 m de profundidade e 400 km de extensão. Há o chamado “Canhão” da Nazaré, em Portugal, é um imenso “desfiladeiro” submarino de 200 km ligando o continente à planície abissal, no meio do Oceano Atlântico. Um outro também muito famoso é o estreito Loch Ness Lake com suas paredes quase verticais. Há ainda os impressionantes fiordes da Noruega.
https://www.google.com.br/search?q=fiord&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=UOFQUZHsJoPT0wHW14HgBQ&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1468&bih=826

Pensa-se também que o Grand Canyon de 446 km, no Arizona, por exemplo, foi formado pela erosão da força das águas do rio Colorado e dos ventos, durante 7 Ma. Este cânion tem em sua parte mais baixa, rochas de 570 Ma e na parte mais alta rochas com 245 Ma. Tem, também, na parte baixa, rochas cristalinas de cerca de 1.8 Ba. Escritores descrevem o canyon em termos elevados tais como magnífico, majestoso, estupendo, inspirador, sublime, de tirar o fôlego, impressionante, fascinante, extasiante e maior celebração da terra da geologia.

As crianças perguntavam a John Hance, um famoso guia turístico, como aquilo tinha sido feito e ele sempre, simplesmente, respondia: "Eu cavei", até que uma menina de quatro anos perguntou a sério "E onde você colocou a sujeira?" Hance não tinha resposta pronta; e assim nunca mais usou essa história novamente, mas isso o incomodava o resto de sua vida, e quando ele estava morrendo, ele sussurrou para seus amigos à espera, "Onde você acha que eu poderia ter colocado essa sujeira?"
Assim, por mais que se tenha escrito sobre o Grand Canyon, não há, até agora, nenhuma teoria conhecida, inconteste, sobre a formação do Grand Canyon ou para onde foi o material erodido.

                                             O Grand Canyon (EUA) visto do espaço. (NASA)

                                                           O Grand Canyon (EUA).

 Os geólogos continuam a debater idéias sobre a formação do Grand Canyon, pois os detalhes da formação do cânion são altamente controversos. Segundo o geólogo Wayne Ranney: “Até hoje, geólogos foram incapazes de determinar a idade precisa do cânion e que processos específicos estavam no trabalho de sua escavação”. Milhares de obras já foram escritas sobre o Grand Canyon, mas permanecia o grande mistério: como foi formado este cânion e para onde foram as cerca de 800 km3 de material erodido?

 

Explicação:
O fato de existirem muitos milhares de cânions em todos os continentes é uma evidência de que a crosta toda sofreu um mesmo fenômeno.
A erosão de um cânion por intemperismo e passagem de rio pode ajudar fortemente no alargamento da parte superior de um cânion ou em seu preenchimento, mas não na sua formação, ocorrida a partir de rachadura na crosta que abriu espaço para a queda do material erodido. O desenho dos cânions depende da composição da crosta e sua largura e profundidade são proporcionais à espessura e curvatura da crosta naquela região.
O conjunto de placas do Pangea, antes da colisão, formavam uma calota maior em função do antigo diâmetro do planeta. Logo após a colisão, quando houve a perda de massa e o núcleo interno, de grande densidade, ficou quase exposto, o planeta ficou fortemente deformado, aquelas placas se acomodaram no local oposto ao do impacto. Se as fraturas da crosta remanescente ficaram com a parte inferior mais afastada que a superior e foram preenchidas, imediatamente, com magma que ali entrou e solidificou-se formando cunhas.
O formato de um cânion é um V mais ou menos estreito. O material erodido, dentro dele, não deixa ver sua verdadeira profundidade. Aqui, mesmo que eles estejam totalmente cobertos pelo solo, continuo chamando-os de cânions.
As placas, ao cobrir um planeta menor diâmetro perderam sustentação na parte lateral provocando uma maior pressão no centro que ocasionalmente resulta em imensas rachaduras, que são usadas para adaptação das placas.
Uma boa analogia para visualizar este fenômeno seria a imagem de um navio muito comprido galgando uma grande e única onda onde a pressão fica aplicada no meio do navio e se este não tiver sido bem construído ele se partirá ao meio como tem ocorrido ocasionalmente.
Todos os largos cânions começaram com uma estreita fissura que vai se alargando de acordo com as necessidades do planeta e dependendo do comprimento cruzará com outros cânions fazendo um Y que é muito comum.

           Rachadura na crosta, na depressão Afar, no extremo norte da Etiópia

 

            Contrariando as definições atuais, os cânions foram formados do seguinte modo: quando do movimento das placas, ao serem atraídas para a grande concavidade, parte do manto vem sendo deslocada e resulta em ligeira alteração do diâmetro do planeta melhorando paulatinamente sua esfericidade. Esta abertura na crosta não foi feita por nenhum rio, portanto, deve ser acompanhada de perto para se entender a abertura do Grand Canyon. O aumento da esfericidade do planeta é que comanda a abertura de canyons e todos os outros grandes eventos geológicos e geofísicos.
Há um temor de que a África venha a se partir e se separar em partes, mas isto não ocorrerá.
O levantamento ou acentuação da curvatura da crosta continental é o responsável pelo escoamento de grandes lagos que levaram a desertificação de grandes regiões.

       Esta figura mostra os três aspectos principais da crosta da Terra. A NASA disponibiliza imagem espetaculares da superfície dos EUA através do site http://fermi.jhuapl.edu/states/states.html e dos muitos outros lugares através de vários sites, entre eles:   http://www.tsgc.utexas.edu/essays/geology/geology.html  e o http://earthobservatory.nasa.gov.
Segundo esta teoria, a VCT600MA, há principalmente dois tipos de cânions quanto ao início de sua formação; (1) – Os resultantes de rachaduras primárias da crosta, no momento da colisão e que ficaram com magma consolidado na parte inferior das rachaduras e costumam ser os mais largos porque já começaram seu alargamento com a espessura da cunha de rocha na base da crosta. (2) - Os resultantes de rachaduras de adaptação, abertas pós-colisão, devem ser mais estreitos e parecidos com as falhas transformantes existentes no fundo dos oceanos. Este processo ocorre em toda a crosta e um excelente site que os mostra é o http://www.americansouthwest.net/slot_canyons/index.html#cr.
Pode-se vir a calcular a perda de massa da Terra usando a largura da parte superior de um cânion bem conservado ou utilizando a largura inferior, não erodida, de cânions de regiões internas dos continentes, além de sua espessura provável. Isto é possível devido à perda de massa no momento do impacto que passou a exigir uma curvatura mais acentuada por parte da crosta para acompanhar o atual e menor diâmetro. A espessura provável da crosta, à época da colisão, poderá ser obtida ao examinarmos os depósitos de petróleo mais profundos, entre placas, em leito basáltico, como os do pré-sal, com cerca de 7 km,  que apontam para uma crosta de aproximadamente 46,6 km considerando a diferença de densidade entre o manto (3,3 g/cm3) e a crosta (2,8 g/cm3).
Considero o Grand Canyon National Park, Arizona, USA como o lugar que melhor sintetiza as conseqüências do processo de recuperação da esfericidade da Terra. É evidente que esta região sofreu imensa quantidade de terremotos pelas constantes aberturas de seus cânions. O rio Colorado está sendo acusado de construir este imenso e irregular cânion e isto faz formar em nossa mente a imagem de um menino, no meio da uma cidade destruída sendo acusado desta proeza.
Pensa-se que os cânions são acidentes geográficos cortados e formados pelo movimento da água e do vento ao longo de milhões de anos e muitos deles por grandes geleiras. Esta explicação tende a ser aceitável, mas como explicar os cânions de muitas centenas de metros acima da crosta. É como acusar o estreito Rio do Boi  de ter cortado o Cânion do Itaimbezinho - Brasil com seus paredões de 700 m e com extensão de 5.800 m.
A água, uma substância tão suave, vem sendo acusada de ter abrasividade imensa que possibilitaria cortar rochas serpenteando por mais de 400 km como no caso do Grand Canyon. Atribuir-se ao rio e ao vento as erosões que teriam formado cânions espetaculares é como atribuir capacidade de carga de muitas toneladas a alguém muito frágil. O fato de terem sido abertos há dezenas de milhões de anos fazem parecer razoável que possam ter sido formados apenas por erosão. Os canyons, devido a seu formato, com o fundo abaixo do nível do solo, são grandes captadores de água e como tais sofrem erosão pelo atrito dos cascalhos que são deslocados. Por causa desta constatação foi formada a idéia de que os do solo por onde rios não passaram? Além disto, podemos verificar que a maioria dos cânions guarda um desenho em suas bordas que mostra perfeito encaixe tal como certas conchas do mar. Isto não poderia ocorrer caso os cânions fossem totalmente formados por erosão por passagem de águas. A erosão, que os cânions têm, costuma ser lisa somente na parte inferior, já no nível das águas e assim os contornos da parte superior do cânion podem estar preservados, em muitos casos. Fotos aéreas, tiradas em posição vertical, ajudarão na compreensão disto.
Formações estranhas, monumentos, aparentemente nascidas do nada, tais como a Torre do Diabo (Devil's Tower - Wyoming – USA), por exemplo, de 60 Ma e de aproximadamente 386 metros de altura, são devidas à subida de magma através de cânions por motivo de ajuste dos ângulos das placas tectônicas.

 
 
 
   

 Assim, ilhas alinhadas em lagos ou oceanos são evidências da existência de algum cânion. Em 1963, na Islândia, a ilha de Surtsey, de diâmetro próximo de 2 km e que fica sobre a crista vulcânica do meio do Atlântico, a cem metros de profundidade, foi formada em alguns dias. É elucidativa quanto ao processo de formação das montanhas. A diferença é que ele ainda está ocorrendo no oceano e demonstra como a maioria das ilhas foi formada.
Quando do novo alargamento do cânion, muito do material erodido cai na fenda e encontra-se com o magma ejetado dando origem a formações rochosas de consistência diferente do restante do cânion e isto é muito comum. Os cânions são preenchidos irregularmente por queda do solo e leva à saída de magma em pontos variados em futuras aberturas. Este tipo de formações, onde muitas delas são estreitas, quando alinhados podem evidenciar a direção do cânion formador que está completamente escondido no subsolo, mas poderá ser facilmente encontrado com pesquisas através da geração de imagens em 3-D. Eventos alinhados são muito comuns em geologia e um exemplo eloqüente são as colunas gigantes de basalto evidenciando uma Disjunção colunar, em Frenchman Coulee, central Columbia Plateau, Washington – USA.
O sistema de cânions Goosenecks State Park, Utah-USA evidencia a variedade de fraturas na crosta.
Sobre o Grand Canyon, o http://viagem.hsw.uol.com.br/grand-canyon3.htm  escreveu “Subitamente você está lá, posicionado na borda de um dos mais sublimes e profundos espetáculos deste planeta. O abismo é tão vasto e tão profundo que em uma primeira impressão é como se a Terra estivesse se abrindo, permitindo-nos vislumbrar os segredos que se encontram na maior das profundezas.”
De fato a crosta da Terra se abriu, mas só agora está ficando claro.
O Grand Canyon é visitado anualmente por quase 7 milhões turistas que agora poderão, ao amanhecer ou ao por do Sol, admirar também, Vênus, o autor daquele estrago.

 
       
   

Os milhões de toneladas de pedras e areia, que pertenceriam ao intervalo desceram para o fundo do cânion a cada alargamento da rachadura na crosta e não foram arrastados pelo rio, para adiante, para o fim do cânion como poderia se supor, pela aparente e gigantesca erosão. Os cânions produzem sulcos em toda a espessura da crosta e conseqüentemente, ali, fica sendo a parte mais profunda do solo. Como os rios passam na parte mais baixa de cada região, os cânions são a melhor opção para a passagem das águas. Esta é a razão da existência do rio Colorado e de ter “escolhido” aquele caminho para “escavar” o Grand Canyon. Assim, a maioria dos grandes rios evidencia o local de grandes fraturas.  É mais apropriado dizer que os cânions formaram rios ou que muitos rios são usuários dos cânions. Um exemplo eloqüente é o Rio Congo – África que tem profundidades maiores que 230 metros. Um outro exemplo de usuário de cânion é o Lago Tanganica - África que fica a 782 m de altitude, tem comprimento de 673 km, tem largura média de 50 km e profundidade máxima de 1470 metros.
Na maioria destes eventos há saída de magma e por isto há nos cânions rochas de várias épocas geológicas. É uma quebra gradativa que faz com que os cânions vão se alargando na parte superior e com isto os materiais que os estão preenchendo perdem a sustentação e vão caindo para níveis mais baixos formando assim patamares de diversas alturas. Isto poderá ser comprovado analisando as paredes dos cânions que na parte, superior acima do solo, estão comumente mais desgastados pela erosão, mas no subsolo as paredes dos cânions devem estar conservadas e poderá se constatar que o ângulo, entre as paredes, vai se mantendo à medida que penetra na crosta.
O solo é a pele da Terra e nos impede de ver as ligações profundas entre eles. Assim, fazem ligações aquáticas entre ambientes diferentes sem que as vejamos atuando como canais de drenagem subterrâneos. Quantos cânions existem debaixo das areias dos desertos?  Quanta água há no sistema de cânions em volta do mundo?  No sul do Brasil temos o Aqüífero Guarani que é composto de um imenso sistema de cânions interligados e no oeste dos Estados Unidos há aqüíferos até 20 km de profundidade.
Cânions são rachaduras aparentes, mas há muitas que estão debaixo do solo encobertos pela areia dos desertos que resultam em extensas cavernas e poderão ser localizados pela sísmica 3D. Se os EUA com seus 9.363.130 km2 têm milhares de cânions, quantos cânions terá o Deserto do Saara? Lá há sistemas de cânions tais como o Tibesti Mountains (Saara) no site: http://earthobservatory.nasa.gov/Newsroom/NewImages/images.php3?img_id=17468
O conjunto de canyons que se abriram no deserto do Saara captou as águas que ali existiam em imensos lagos. Lá há o grande aqüífero Núbio, que ocupa uma área aproximada 2 milhões de km² por baixo do Egito, da Líbia, do Chade e do Sudão (SHIKLOMANOV, 1998).

 
       
   

Um cânion é perigoso por duas razões: uma porque pode precisar se abrir para acompanhar o inexorável ajuste ao diâmetro da Terra, devido ao deslocamento de massa ao suspender o fundo do Pacífico e que afeta a flutuação das placas tectônicas e a outra é que o terreno foi preenchido principalmente por desmoronamento e costumam ter falhas de preenchimento resultando na formação de camadas de cavernas em níveis sucessivos. O espelho de água da represa recém construída em Idaho (EUA) em 1976 desceu 100 m em menos de uma hora. Pensam que foi uma erosão repentina em solo macio.
Por desconhecimento as barragens das usinas hidrelétricas e pontes vêm sendo construídas neste tipo de relevo altamente perigoso, por se acreditar que são formações firmes e confiáveis. Como agora sabemos que é exatamente o contrário, vemos o perigo que representa um novo alargamento do cânion que pode abrir uma barragem e pontes ao meio.
Ao redor do mundo muitas barragens são danificadas por terremotos porque a maioria das hidrelétricas é feita em cânions. A cada subida do assoalho do Pacífico há sempre ajustes no meio das fissuras já existentes mesmo que sejam pequeníssimas. São rachaduras que estão estabilizadas, no que tange à flutuação das placas, mas não estão consolidadas e como este é um processo que não podemos impedir, o projeto de construção de hidrelétricas precisa levar em conta este risco.
“With the exception of nuclear power plants, no man-made structure has a greater
potential for killing a large number of people than a dam.” Joseph Ellam, Pennsylvania State Director of Dam Safety, 1987
Há muitas barragens com rachaduras. Na China ocorre cerca de 16% dos terremotos dos que ocorrem no mundo e por ser seu relevo o mais alto de todos os continentes, a grande espessura da placa leva a que seus cânions sejam muito largos. As companhias de engenharia responsáveis pela construção das barragens vêm sendo acusadas de erro de projeto ou de execução quando na verdade, a maioria das rachaduras se deve ao desconhecimento geral da formação dos cânions.
Todo o cânion está ligado ao manto através de uma fissura que está normalmente vedada e longe da superfície, mas quando o manto está próximo da superfície da crosta, na linha do magma, a água que ali infiltra aquece-se e resultam em gêiseres tais como os do Parque de Yellowstone (com cerca de 500), Chile, deserto do Atacama (com 80), Islândia e muitos outros lugares.
A proximidade do magma, em muitos casos, fez com que os cânions submersos em água salgada fossem alvos de ebulição que resultou em acumulo de sal que hoje é encontrado em minas de sal-gema ao redor do mundo sendo algumas de grande extensão e nos depósitos de petróleo pré-sal. Disse depósitos porque provavelmente deverão ser encontrados mais deste tipo. Assim, antes da colisão o oceano era bem mais salgado.

           Há tecnologia para construção de prédios à prova de terremotos e outras grandes construções e assim só poderão ser construídas usinas de hidrelétricas, em cânions, que levem em conta o possível alargamento deles. Nos projetos de construção deverá ser levado em conta o grau de estabilidade geológica quanto a este ponto de vista. Por causa disto o Brasil através da Associação Brasileira de Geologia e Engenharia (ABGE), já iniciou em 1974 estudos para entender porque ocorrem abalos dentro do território brasileiro, pois vem ocorrendo tremores cada vez com mais freqüência. Nos últimos 10 anos ocorreram milhares de abalos sísmicos em algumas regiões.

Pensava-se que o interior das placas tectônicas estava a salvo de terremotos porque eles deveriam ocorrer próximo das bordas das placas e nunca no interior delas e assim os tremores de terra ocorridos até então eram explicados como deslizamentos de terra e colapsos de tetos de cavernas.
Agora poderá ser compreendido porque nas regiões sudeste e sul afloraram rochas cristalinas de idade próxima a 600 Ma e na suspensão, há cerca de 80 Ma, da grande cordilheira da Serra do Mar, um colosso de magma que se estende por 1.500 km e liga o norte do Espírito Santo até o sul de Santa Catarina, da qual fazem parte pequenas serras tais como a Serra da Bocaina (RJ), Serra dos Órgãos (RJ) e Serra do Marumbi (PR).
Dos milhares de cânions conhecidos, que existem ao redor do mundo, o mais profundo do mundo é o Yarlung Tsangpo Canyon (China) 496 km, que é pouco mais comprido que o Grand Canyon (EUA) 446 km, que é seguido pelo cânion Kali Gandaki no Nepal, e pelo Polung Tsangpo Canyon (Tibet). O imenso Fish River Canyon na Namibia, é tido como formado há 500 Ma e tem uma profundidade de 550 metros. O cânion, conhecido, mais profundo da Terra, com profundidades de 1.940 m, é onde fica o lago Baikal ao sul da Sibéria Rússia. Tem 636 km de comprimento por 80 km de largura, é o maior lago de água doce da Ásia e tem idade de 25 Ma. . Na Austrália as Blues Mountains contêm muitos cânions.
A Chapada dos Guimarães- Brasil, região cheia de desfiladeiros fica exatamente no centro geodésico da América do Sul que é a parte continental da Placa Sul-Americana e esta posição deve ter sido determinante para a formação de vários cânions pelo fato de ser centro de apoio da placa. Assim também, no centro geodésico da Austrália existe um imenso rochedo com 350 m de altura e 8 km de diâmetro conhecido pelo nome de Ayers Rock que tem 500 Ma de idade. No centro das placas podem ocorrer terremotos ou reavivar vulcões por ser ali o ponto de apoio da placa. As placas que estão em ponto de nova ruptura podem ser afetadas por alguma subida da crosta debaixo do oceano Pacífico, porque isto afeta a o diâmetro como um todo e reaviva fendas. A subida do leito daquela região tem sido paulatina como evidenciou o tsunami de 26/12/2004 no oceano Índico e o mais recente 11/03/2011 no norte do Japão. Além disto, o levantamento de uma região muda o curso de muitos rios. Isto já ocorreu com muitos rios e seus afluentes ao redor do planeta.
A formação dos canyons ou adaptação da crosta parou de ocorrer porque a convexividade da crosta já atingiu a curvatura próxima da ideal para o planeta formado com o que restou da Super-Terra é uma prova de que a crosta já teve um curvatura menos acentuada por ter sido a crosta de um planeta maior.

Resumindo, o único processo que poderia exercer pressão suficiente para fraturar a crosta e levantar montanhas a partir do magma é a adaptação da crosta da Super-Terra, que tinha um grande raio, a um planeta de menor raio, como é o atual da Terra e que é, em volume, cerca de 16 vezes menor.