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VCT600MA - Alertas

Uma das conseqüências de uma teoria correta é fazer previsões.

 

          1 - Há um programa internacional de pesquisas marinhas dedicado à compreensão científica da Terra, o Integrated Ocean Drilling Program (IODP) em andamento que utiliza o navio de pesquisas Chikyu, na região do Pacífico, fazendo perfurações parciais na crosta para instalação de sensores visando a obtenção de dados que ajude a compreender melhor os mecanismos envolvidos nos vulcões, terremotos e nos tsunamis. Este navio é resultado de um acordo entre os EUA e o Japão.

          Um apoio adicional é fornecido pelos 17 membros de um Consórcio Europeu (ECORD), a República Popular da China, da República da Coréia, Austrália, Índia e Nova Zelândia. "O Chikyu vai permitir progressos consideráveis no conhecimento da crosta terrestre, sobre a qual por enquanto estamos reduzidos a conjecturas", estima Asahiko Taira, professor no Instituto Oceanográfico da Universidade de Tóquio e futuro diretor do programa de pesquisas do Chikyu. “O homem trouxe amostras de rochas até da Lua, mas nunca conseguiu entender como é o manto terrestre, que está muito mais perto e compõe a maior parte do nosso planeta”, emenda Shinichi Kuramoto, outro membro da expedição. (JC e-mail 1964, de 30 de Janeiro de 2002). Pretendem, assim, detectar alterações na tensão, pressão e inclinação no terreno e obter grande vantagem em alguns dias ou horas de aviso antes que algo aconteça. Sistemas de alerta atual no Japão só avisam 10 minutos antes de um terremoto de grande porte. Querem dados em tempo real a partir do ponto exato.

         Este projeto recebeu a injeção de 500 milhões de dólares da Alfred P. Sloam Foundation que está interessada em conhecer o ciclo do carbono na crosta ou no manto.
Além das perfurações parciais, que não têm maiores conseqüências, pretende fazer um furo trespassando a crosta até o manto, no Oceano Pacífico, a uma profundidade entre 7 mil e 10 mil metros, considerado por muitos como um dos sonhos dos geólogos, está programado para ocorrer em 2017. Este furo é chamado de (Borehole into the Earth's Mantle - BEAM), Houve o segundo painel de avaliação em um meeting (IODP Proposal Evaluation Panel)  no período 1-3 de Dezembro de 2012 em São Francisco EUA.

Há um desconhecimento de que a coluna de lava que sobe pelos vulcões da mesma camada de magma que está por baixo da crosta oceânica e compondo um mesmo sistema. Como a parte inferior da crosta daquela região está sob imensa pressão que levanta pedaços da crosta oceânica e provoca tsunamis, evidenciado pela posição da lava na boca dos vulcões ativos e próximos tais como o Sakurajima ou os do Hawaí, que tem suas bocas a vários km acima do leito oceânico, um furo que trespasse a crosta, no nível do leito oceânico daquela região, é altamente perigoso por quatro motivos:

        1- A lança de perfuração, dependendo da diferença de densidade em relação ao magma, será empurrada de volta pela pressão exercida pela saída do magma e que causará um acidente de grandes proporções no navio e principalmente em sua tripulação.
2- O furo se tornará um novo vulcão com fluxo de lava, de grande velocidade que só parará quando a boca do novo vulcão chegar no nível dos outros vulcões que estão próximos.
3- Poderá acelerar ou mudar o ritmo da ocorrência de terremotos devido ao deslocamento de manto em maior volume provocado pela saída rápida pelo sistema de placas da crosta oceânica..
4- Esta saída extra de energia geotérmica, sem controle, aquecerá ainda mais o oceano Pacífico e consequentemente os outros oceanos em um momento de grande preocupação geral com o aquecimento da superfície do planeta.

       Um acidente a ser temido e lamentado por todos, caso ocorra, pois estes cientistas estão lidando com algo muito perigoso sem o necessário conhecimento.  É como lidar com explosivos sem ter conhecimento algum.

       Assim, é preciso, para o bem da humanidade, que se evite este furo chamado de BEAM.