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   A origem das jazidas de minérios

A origem das volumosas e pequenas jazidas de minérios, os mais variados, em todos os continentes, vem sendo estudada há muito e sobre eles há grande volume de dados, mas distintas interpretações.
De acordo com o conhecimento atual  da Geologia, os detalhes da origem do depósito ainda é incerto, mas os principais mecanismos que formam o complexo de diques e brechas tectônicas e são considerados como tendo sido fraturamento hidráulico, com falha tectônica, corrosão química e colapso gravitacional.
Citando apenas as de ferro, as mais expressivas são: No Brasil, a descoberta de uma jazida de minério de ferro de mais de 159 bilhões de toneladas na Serra do Carmo, município de Palmas, no estado do Tocantins, com aproximadamente 135 km de extensão por 40 km de largura, em uma área total de 6 mil km² e nos EUA, a City of Mountain Iron – Minnesota.

À esquerda, o Pico do Cauê, personagem central da vida em Itabira. À direita, o que sobrou dele ou o 'Buraco do Cauê' (FOTOS: Respectivamente Cristiane Magalhães, 2007 e  Companhia Vale do Rio Doce: 50 anos de História, 1942)
À esquerda, o Pico do Cauê em 1942, personagem central da vida em Itabira.
À direita, em 2007, o que sobrou dele ou o “Buraco do Cauê” (FOTOS: 1942 – Companhia Vale do Rio Doce: 50 anos de História e 2007 – Cristiane Magalhães)

 

O depósito de Olympic Dam é um dos maiores depósitos mundiais de urânio, e é responsável pela maior parte dos recursos de urânio da Austrália. O depósito ocorre em Gawler Cráton. Ele é coberto por cerca de 300 metros de rochas sedimentares da província geológica Stuart Shelf.
Mais sobre depósitos de elementos variados no mesmo local: http://www.unalmed.edu.co/rrodriguez/METALOGENIA/Geology%20of%20Uranium%20Deposits.htm, http://en.wikipedia.org/wiki/Breccia, http://www.wjmansodealmeida.com.br/p/16
http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2012/08/terras-raras-fazem-araxa-mg-ser.html

 

Explicação:
Diferentemente do que se pensa, em geologia, a origem dos depósitos de minérios não é devido à atuação de hipotéticas fontes de fluidos hidrotermais. Impressiona a quantidade de esforço que se faz para o convencimento de que fluidos hidrotermais teriam a capacidade de produzir depósitos de minério duro de alto teor e formado montanhas de ferro, tais como o Pico do Cauê e as encontradas em Carajás, a maior jazida de minério de ferro no planeta, com reservas estimadas entre 18 bilhões de toneladas do minério distribuídos por 900 km2, constituindo-se na maior do mundo em 2013.
Esse fenômeno de fluidos hidrotermais também não pode ser responsabilizado por formar pepitas de ouro tais como a maior pepita do mundo, com 72,02 kg, encontrada perto de Dunolly, Victoria, Austrália, em 5 de fevereiro de 1869 ou uma outra de 60,82 kg  e que foi encontrada no garimpo de Serra Pelada, no Pará. O processo foi outro e os geólogos colocam na conta das anomalias e continuam seus trabalhos.

         A força da gravidade reivindica qualquer diferença de peso e obriga todos os elementos que ocorrem na natureza a estarem organizados de acordo com seu peso atômico sendo o Urânio o último, pois com peso maior há apenas elementos sintetizados artificialmente.
Assim o núcleo da Terra é formado por camadas de metais, como esferas concêntricas, onde o Urânio que é o átomo com o núcleo mais pesado que existe naturalmente na Terra, pois contem 92 prótons e 135 a 148 nêutrons  e outros metais pesadíssimos ocupam a posição central, atualmente tido como em estado sólido, envolvido em esferas compostas de elementos cada vez mais leves onde as esferas, compostas de níquel e ferro, estão em posições intermediárias. Ainda não há como ter certeza de que reste urânio no núcleo central terrestre após a colisão planetária com Vênus, pois não sabemos, ao certo, como o núcleo central foi afetado.
As esferas concêntricas de metais que foram espirrados, em grande parte, junto com parte do manto para o espaço exterior e que passaram por fora das placas remanescentes, mas que não tinham velocidade de escape, caíram aleatoriamente sobre elas por causa da continuação do movimento de rotação do que restou do planeta e deram origem aos depósitos de minérios e por isto os elementos não se encontram uniformemente disseminados pela crosta. É evidente que também caíram na parte lateral do cone, formado de magma, mas como ainda não tinha sido formada nova crosta, muito provavelmente afundaram no manto e se dirigiram ao novo centro de gravidade.
Assim a crosta terrestre remanescente ficou com tantos metais disseminados que contaminava qualquer saída de magma. Isto fica muito evidente nos basaltos da cadeia meso-atlântica onde, os geocientistas, descobriram, em 1950, faixas magnéticas com polaridades invertidas que serviram para evidenciar a mudanças da polaridade do campo magnético terrestre. Este ferro foi levado para o oceano pelas erosões da parte superior da crosta e também retirado dos canyons que conduziam e conduzem rios. É evidente que a esfera de ferro da Terra, antes da colisão, era muito mais espessa que a dos outros elementos metálicos, pois o ferro é seguramente o metal mais distribuído pela superfície da crosta.
Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_iron_ore_production.
Assim, a disponibilidade de minérios sobre a crosta é proporcional à espessura das camadas de suas esferas originais no núcleo do planeta e é por isso que também encontramos, em muitos depósitos, minérios de pesos atômicos próximos como, por exemplo, o ouro e a platina ou então manganês, ferro, cobalto, níquel e cobre ou ainda os metais de terras raras do grupo dos lantanídeos (elementos com número atômico entre Z=57 e Z=71). Na Lagoa Real (Bahia-Brasil) há um depósito de Urânio (92) e Tório (90) descoberta em 1977 pela equipe do Centro de Geofísica Aplicada (CGA).
No entanto, a chuva de metais pôde e deve ter feito o encontro de metais pesados com os leves primeiro ainda no ar e depois sobre a superfície e assim encontraremos depósitos de minérios de pesos muito diferentes misturados resultando, também, em pedras preciosas tais como Rubis (óxido de alumínio, componente do granito) e uma incrível variedade (mais de 2.000) de outras.  Afinal, 90% dos minerais são essencialmente compostos iônicos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espinela
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmeralda
http://www.rc.unesp.br/museudpm/banco/silicatos/tectossilicatos/opala.html
https://egosciente.wordpress.com/category/calhaus/

MinaSamarcoGermano        

Na foto, a mina de Germano, da Samarco, em Mariana (MG). (FOTO: Simião Castro)


Aerial photo of Empire Iron Mine, Marquette County, Michigan UP, MI United States

                Evidentemente, os depósitos sofreram mudanças compatíveis com as que ocorreram em suas regiões e devido a isso tem as mais variadas dimensões. Assim, se a crosta tiver rachada e consequentemente ter havido a abertura de um cânion no meio do depósito de qualquer minério ou minérios, seu conteúdo terá caído nele e o depósito terá grande profundidade. Afinal nenhuma região estava a salvo das fraturas de adaptação da crosta. Assim a extração dos minérios que estão nos canyons é perigosa por ser um lugar de ajuste da crosta e estar em um terreno preenchido irregularmente com os sedimentos por muitas erosões.  
Quando da colisão houve na crosta remanescente, ou Pangea, fraturas primárias (resultantes do stress causado pelo arrancar da maior parte crosta)  que foram preenchidas pelos minérios que acabaram de cair sobre o que restou do gelado Oceano Global e que estava em escoamento.
Por outro lado, se posteriormente tiver havido, ali, extrusão de magma, este movimento ascendente de líquido magmático, terá levantado o conteúdo e misturado com o solo na formação de uma pequena ou grande montanha e isto vale também para fosseis que estavam em fundo de canyons.
Posteriormente à colisão, os depósitos de minérios foram cobertos por sedimentos de erosões diversas e vieram a ser classificados, pela Geologia, como depósitos de inconformidade que separa camadas de idades distintas, ou seja, neste caso separa o solo antes dos últimos 600 MA.

No Discovery Channel há uma série de corrida do ouro, "Gold Rush Alaska", onde as equipes deslocam e processam imensas quantidades de solo em busca das pepitas amarelas do ouro, fáceis de se ver, e não recolhem as pepitas de cor cinza da platina de maior cotação no mercado. É só usar um detector de metais. Quanto desperdício devido ao desconhecimento. Provavelmente virão a processar o mesmo solo para a “Platina Rush Alaska”.

http://en.wikipedia.org/wiki/Gold_Rush_%28TV_series%29

 

Para melhor pesquisa e uso dos recursos minerais é necessário que os diretores de Geologia e Recursos Minerais tomem conhecimento.