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     A real origem do petróleo

O petróleo é um dos produtos mais importantes da atualidade e espinha dorsal da vida moderna da humanidade extraído regularmente há 150 anos.

A opinião atual dos geólogos sobre o petróleo é de que ele tem origem controversa, pois sobre sua formação há a teoria Biogênica e a teoria Abiogênica.
A Biogênica é a hipótese mais aceita pela comunidade científica e, mesmo sendo muito discutida, defende que o petróleo resulta do depósito paulatino de matéria orgânica que seria composta de restos de animais marinhos, restos vegetais, algas, alguns tipos de plâncton e processado durante centenas de Ma junto com sedimentos e que posteriormente sofreu compressão e aquecimento resultando em uma rocha “geradora” e que para formar o reservatório foi necessário que uma rocha tenha impedido sua subida mantendo-o em rochas porosas.
A Abiogênica defende que o petróleo não é um combustível fóssil, mas uma substância originalmente inorgânica formada a uma profundidade maior que 200 km. O francês Marcellin Berthelot e o russo Dmitri Mendeleev foram os primeiros químicos a descobrir resíduos metálicos como os do interior da Terra em meio a hidrocarbonetos. Mais recentemente, em 1951, foi reformulada pelo geólogo russo Nikolai Alexandrovitch Kudryavtsev, segundo o qual foi confirmado o encontro de alguns metais, em algumas amostras de petróleo, que fazem supor que sua origem seja no manto. "O fato capital para se notar é que o petróleo nasceu nas profundezas da terra, e é somente lá que nós devemos procurar sua origem." (Dmitri Mendeleev, 1877). http://en.wikipedia.org/wiki/Dmitri_Mendeleev.   Esta segunda hipótese defende que os principais constituintes não poderiam ter sido gerados em bacias sedimentares porque não evoluem espontaneamente nas pressões encontradas em bacias e sendo o petróleo uma mistura de hidrocarbonetos primordiais de grande estabilidade termodinâmica, formados a altas pressões e temperaturas no manto da Terra, sugere geração a grande  profundidades e que como também são encontradas, misturadas, moléculas orgânicas biológicas, isto seria devido a contaminação por parte de bactérias que existem no interior do subsolo que usariam os hidrocarbonetos como nutrientes. O astrofísico austríaco Thomas Gold, em 1977 defendeu esta teoria em um artigo no ano de 1992 e em seguida publicou o livro “The Deep Hot Biosphere”, (1999) http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Gold
Assim, segundo esta teoria, o planeta tem hidrocarbonetos em abundância, mas a pesquisa para a descoberta de lençóis rentáveis é custosa e para descobrir áreas geologicamente favoráveis que possam conduzir à descoberta destes poços rentáveis e de grande porte será preciso primeiro entender a real natureza do petróleo.
Esta visão motivou o desenvolvimento de modernas tecnologias de pesquisa principalmente porque se pensa que o petróleo que estava a pouca profundidade, já foi extraído ou está em processo de extração. Assim o furo mais profundo, feito até hoje, tem 12 km e foi feito em Kola na Rússia, possivelmente feito em busca do petróleo de suposta origem abiogênica. Os cientistas ficaram surpresos por encontrarem água e fosseis de microorganismos naquelas profundezas.
Segundo Souza, Roberto G. de (1997) As maiores incógnitas estão na forma e no mecanismo que atuaram na sua formação. O momento em que o petróleo foi gerado, quais os fatores físico-químicos que atuaram nesta formação e a identificação dos estratos geradores são motivos de muita discussão, e a falta de entendimento correto deste mecanismo têm provocado muitos dos maiores erros na história da exploração para petróleo. Não são raras as bacias altamente produtivas que, no inicio da sua exploração, foram consideradas sem interesse devido à falsa interpretação de ausência de rochas geradoras. Entre as províncias petrolíferas que foram desprezadas devido a este argumento estão a Plataforma Árabe do Golfo Pérsico, a Plataforma Saariana da Argélia e a nossa conhecida Bacia do Recôncavo, na Bahia.”.
O Kern Rio Oil Field é agora reconhecido como o quinto maior em os EUA. Ele produziu mais de 2 bilhões de barris de petróleo, qualificando-o como um campo "supergigante", pois estima-se que meio bilhão de barris de reservas permanecem. O campo do Rio Kern está em produção há mais de 100 anos.
Recentemente, no Brasil, foi anunciada a descoberta do pré-sal um imenso reservatório estimado em 8 bilhões de barris e suas dimensões (800 km por 200 km) englobariam os estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

 

Explicação:
Segundo a teoria VCT600MA todo o petróleo é de origem microbiogênica porque é composto de resíduos de microalgas,  organismos fotossintetizadores, que produzem uma ampla variação de carboidratos. Assim, a imensa massa de microalgas, cuja variedade, atualmente, é de 50.000 espécies descritas (http://en.wikipedia.org/wiki/Microphyte), continha uma imensa massa de carboidratos e tinha aprisionado em sua estrutura energia do Sol durante cerca de 3 bilhões de anos. Além dos carboidratos contidos nas células das algas havia a celulose, um polissacarídeo linear de glicose que compunha suas paredes e posteriormente transformados em hidrocarbonetos devido ao imenso calor disponível e também por processos geológicos diversos ao longo destes últimos 600 Ma.
Elas compunham a quase totalidade do caldo orgânico, até o momento da colisão e esta é a razão pela qual não são encontrados esqueletos fossilizados nas jazidas de petróleo. Assim, o carbono que hoje faz parte de todos os animais e da vegetação em volta do planeta também fazia parte do caldo orgânico, mas escapou de ser aprisionado no subsolo tal como o que deu origem ao petróleo. É surpreendente que a Terra tenha obtido os seus hidrocarbonetos do dióxido de carbono, mas mais surpreendente será verificar que todo o carbono existente nos mais diversos lugares e organismos, tanto os vivos quanto os fossilizados, já esteve solto por baixo da crosta de gelo do Oceano Global. Esta massa orgânica foi aprisionada em rachaduras na crosta, entre as placas que compunham o Pangea e em baixos relevos em cima das placas continentais que formaram depósitos cobertos e permeados de sedimentos. Os depósitos mais profundos, tais como os pré-sal, são os fornecedores de petróleo para os níveis mais acima escapando pelas rachaduras causadas na adaptação da crosta e que, por causa disto, nos dá a impressão de terem sido formados a partir de datas mais recentes e com matéria orgânica mais recente. É evidente que eventuais desmoronamentos entre as rachaduras tenham produzido depósitos dos mais variados formatos.
Os depósitos de menor profundidade, em cima da crosta tais como o Kern River Oil Field – Califórnia – USA, ver mais http://www.getreallist.com/heavy-oil-of-the-kern-river-oil-field.html, foram formados nos baixos relevos do fundo do que era, até então, Oceano Global, fora de rachaduras enquanto os de maior profundidade tais como o pré-sal que fica próximo de 7 km, na Bacia de Santos - Brasil e também de maiores profundidades, são resultado de depósitos feitos entre placas como, por exemplo, a costa africana e costa norte e sul-americana, costas do Oceano Índico, o Mar do Norte, Mar Branco, Mar Mediterrâneo, Mar Báltico, Mar da Irlanda, Golfo Pérsico, Golfo de Bótnia, Mar Jônico, no golfo do México, na Patagônia e muitos outros. Todos os depósitos de material orgânico receberam sedimentos, da erosão de relevos mais altos, que quando tinham uma densidade maior atravessavam a camada de depósito de tal maneira que houve uma mistura de sedimentos e caldo espesso resultando posteriormente em compressão devido à contínua erosão do relevo da Terra.
Profundas fendas, resultantes do choque planetário, foram preenchidas parcialmente (85%) com magma vindo do manto e completados com caldo orgânico. Ali esteve em um demorado cozimento e evaporação de suas águas, que se renovavam e evaporavam deixando o sal. Assim, é facilmente entendido porque este material teve contato, na parte inferior, com alguns metais, principalmente níquel e vanádio e também cádmio, arsênio, chumbo, mercúrio e platinóides, fazendo supor, naturalmente, que sua origem seja no manto. Ideia reforçada pela existência de vulcões em rachaduras que têm depósitos de hidrocarbonetos os fazem exalar CO2. Mas agora sabemos que a crosta ficou com depósitos de variados metais arrancados do núcleo e eram conduzidos às fendas pelas águas.
O Canadá tem um grande potencial de depósitos de petróleo devido à sua imensidão de lagos. Como exemplo, os arenitos betuminosos de Athabasca em Alberta com uma reserva estimada em cerca de 1,7 trilhões de barris.
Assim, há muito mais lençóis de petróleo, a serem descobertos, pois podem ser localizados em baixo de lagos, mares internos e dos antigos mares e lagos salgados que atualmente são desertos, planícies, pântanos e bacias hidrográficas e que, há 600 Ma, foram grandes depressões em uma crosta de muito menor curvatura do que a atual e poderão ser localizados com os conhecimentos de geofísica profunda. A cobertura destes depósitos podem ter sido feitos com vários tipos de sedimentos. Com este ponto de vista pode-se entender porque grandes lençóis de petróleo foram descobertos nos EUA, no Canadá, na Rússia (nos Urais e na Sibéria ocidental), na Líbia, na Venezuela e outros locais de depressões antigas. Qualquer baixo relevo, daquela época, incluindo os grandes rios por terem se originado de grandes rachaduras, primárias, tem chance de ter petróleo que pode variar na profundidade e volume. Assim, há ainda muito petróleo a ser encontrado no mundo, menos na região do Pacífico. Sabendo-se disto já há uma grande economia em equipamentos na prospecção.
Na costa brasileira há lençóis ao longo de sua extensão e são resultantes do imenso volume de massa orgânica depositada na quebra das placas entre a América do Sul e a África e entre a América do Norte e a Europa, antes do início da separação. Não sabemos ainda qual era a largura desta abertura, mas alguns cálculos feitos pela Geofísica poderão apresentar números prováveis. Posteriormente houve a cobertura com sedimentos e na a costa oeste da África onde há muito petróleo, pois é altamente improvável que a América do Sul tivesse arrastado atrás de si quase todo o petróleo que pertencia à imensa rachadura entre os dois continentes na qual foi gerado o pré-sal. É provável que haja um irmão gêmeo do pré-sal brasileiro nas costas ocidentais da África entre Luanda e Windhoek. Esta é a razão pela qual as costas da África tem grandes jazidas de petróleo. Assim também a costa atlântica dos EUA e de Portugal precisam ser bem examinadas.
Os depósitos a profundidades menores são escapamentos de outros que estão em nível inferior e principalmente do grande depósito do Pré-sal, que subiram através das rachaduras de adaptação da crosta a novo diâmetro do planeta e levantaram camadas de sedimentos, calcários ou arenito, já próximo do leito oceânico e posteriormente transformados em rocha-reservatório, ali ficaram aprisionados dando a impressão que foram acumulados ou formados em tempos geológicos variados e mais recentes. Isto vem confundindo os geólogos que vêm datando os depósitos de 600 Ma a 10 Ma em função da idade da sedimentação. Assim, todo o petróleo tem a mesma idade, mas, os depósitos têm idades diferentes.  É análogo ao engarrafamento do vinho, de um determinado ano, que está no tonel e foi envasado em pipas e/ou garrafas de volumes diferentes que podem ter sido fabricadas posteriormente à produção do vinho.  Isto, porque no afloramento parte do petróleo foi impedida de vazar totalmente para o oceano, por terrenos calcários, e assim, o mais provável é que embaixo de um depósito, a pequena ou média profundidade no oceano, haja um depósito pré-sal. Para o norte do Brasil, costas da África e Mar do Norte deverão existir outros depósitos pré-sal a 7 km de profundidade além da beirada da plataforma continental.
A busca pela compreensão da formação dos depósitos de petróleo levou à formação de muitos projetos de estudos, ao redor do mundo, sobre a sedimentação em foz de rios. É como tentar compreender como faz vinho a partir da compreensão da fabricação do vidro das garrafas. No entanto, podemos ter a consciência de que determinado solo é mais apropriado fazer um trap a segurar um grande vazamento de outro depósito de outro nível abaixo formando, assim, outro depósito, ali.
O petróleo é resultado do armazenamento da grande massa orgânica que estava solta no Oceano Global que cobria todo o planeta.
As muitas fraturas ocorridas no interior do Pangea, formado com o que sobrou da colisão astronômica, aprisionaram muito material orgânico e sob esta ótica deve ser examinados a costa de Moçambique, de Madagascar, da India e a costa do sul da África assim como sua costa oeste.  No interior do Brasil, haveremos de encontrar grandes reservas. Poderemos facilmente identificar, em qualquer país, potenciais locais, para perfuração, consultando os mapas, determinar os “primordiais” baixos relevos. Assim, dois ou mais países podem estar sobre o mesmo lençol de petróleo.
A diversidade de depósitos é devido ao caos que era no que sobrou da crosta logo após a colisão astronômica.
A razão de não haver petróleo no leito do oceano Pacífico é porque as águas em torno do Pangea estavam em constante movimento convectivo, devido à ebulição deste grande oceano e por isto não houve depósitos que pudessem ser cobertos por sedimentação e estes lugares correspondem, hoje, às costas do oceano Pacífico de muitos países. Há ali, no entanto, muito metano cristalizado ou hidrato de metano acumulado posteriormente.
No caso do Chile, por exemplo, falta a crosta da parte oeste, Pacífico, mandada para o espaço e por isto ali não tem petróleo. No entanto pode ser encontrado na bacia de Magalhães porque aqueles lugares faziam parte da parte interna da Pangea.
Não há outro processo que poderia explicar a reunião de tanto material orgânico e a profundidades tão diversas.