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    A real razão do deslocamento dos continentes

O deslocamento dos continentes é um fato, mas faltava teorizar e encontrar o mecanismo que pudesse deslocar continentes inteiros de dezenas de milhões de km2 e com espessura de mais de quatro dezenas de km vencendo a imensa resistência da crosta oceânica bem mais fina (5 km), mas muito dura, composta principalmente de basalto, muito fraturada e que exige uma quantidade imensa de energia para ser vencida através de milhões de fraturas.
Muitos trabalhos foram feitos pelos cientistas tentando descobrir o que teria iniciado o afastamento das placas tectônicas que compunham a Pangea.

“Tethys Oceano implicado no rompimento do Pangea.
Nova perspectiva sugere que é preciso repensar o mecanismo por trás do desaparecimento supercontinente. Rompimento da Pangea pode ter sido um trabalho externo. Um reexame de movimentos tectônicos 200 milhões de anos sugere que o supercontinente foi separado pela redução do precursor do moderno Oceano Índico. O novo trabalho, apresentado on-line 27 de fevereiro em Geologia, os sinais de que os cientistas podem ter de repensar a morte de Pangea, diz o geólogo Stephen Johnston, da Universidade de Victoria, no Canadá, que não estava envolvido com a pesquisa. "Tudo o que pensamos que sabemos sobre Pangea está no ar agora, diz Johnston.”
https://www.sciencenews.org/article/tethys-ocean-implicated-pangaea-breakup?utm_source=Society+for+Science+Newsletters&utm_campaign=6d0257647c-Editors_picks_week_of_March_9_2015_3_13_2015&utm_medium=email&utm_term=0_a4c415a67f-6d0257647c-93315277

 

Explicação:
Pelas medições dos terremotos podemos constatar que o choque e atrito entre placas tectônicas causam grandes estragos, mas o que faria uma imensa placa sair de sua posição de inércia para se chocar com outra? Teria que haver uma força incessante tentando movê-la. A existência de um “cinturão de fogo” em volta do Pacífico dá a pista. A região do Pacífico tem profundidade média de 804 m abaixo da profundidade média dos outros oceanos e mares, causando um déficit de 133 milhões de km3 de massa e confirmada com o deslizamento das grandes placas tectônicas para lá, quando se analisa o sentido radial de seus deslocamentos a partir da África o continente que menos se movimentou.
A incessante ação da gravidade atrai as massas para um ponto cada vez mais baixo ou de menor distância até o centro de gravidade e para isto utiliza, também com sucesso, planos inclinados que tenham pouco ou nenhum atrito.
A altura mínima para que possa ocorrer uma queda é a mínima altura, pois a gravidade reivindica a totalidade.
Logo após a colisão dos dois planetas que resultou na formação do cone, composto do restante da Terra, todos os elementos, em desequilíbrio, iniciaram movimento de aproximação do novo centro de gravidade, por segregação gravimétrica, arredondando os contornos do novo astro por ser essencialmente líquido. Assim, o que restou do núcleo interno e estava, agora, no vértice do cone formado, também iniciou seu movimento no sentido do novo centro de gravidade mergulhando pelo centro do cone. Como em meio líquido, e o atrito é mínimo, o mais pesado ou denso tem preferência em seu movimento de aproximação e à medida que avançava alterava a posição relativa desse centro de gravidade. O espaço deixado em seu movimento era substituído por elementos menos pesados e com isto o resto do antigo núcleo tendia a ficar mais esférico ficando recomposto com as esferas dos outros elementos que se deslocavam para ocupar suas posições relativas anteriores. O deslocamento das massas está ocorrendo até hoje. Assim, como o momento da colisão, que formou o Pangea, foi há 600 Ma e início da separação foi há 200 Ma, há uma diferença de 400 Ma entre os dois momentos. A chave para a compreensão da razão deste grande lapso de tempo é o entendimento de que o interior do planeta é formado por camadas ou esferas concêntricas de densidades diferentes, ficando, logicamente as mais pesadas no centro. A lentidão se deve ao fato de todos os elementos diferem do mais próximo de um próton e um nêutron, em média, pois a cada próton corresponde um nêutron. Afinal temos 92 elementos químicos naturais que vão do Hidrogênio com um próton até o mais pesado que é o Urânio com 92 prótons. Portanto, a luta por sua posição relativa é árdua.
Logo após a colisão, o cone remanescente, salvo da quase completa fragmentação, era logicamente formado por camadas de elementos de densidades diferentes, mas de pouquíssima diferença entre as mais próximas e estas iniciaram o movimento de busca pela sua posição relativa ao novo centro de gravidade. O movimento de interiorização do que tinha sido o núcleo e das pesadas camadas remanescentes que o circundavam provocava o levantamento da parte externa do cone, a geratriz, encurvando-a provocando assim um achatamento ou abaulamento da base do cone onde as últimas e mais leves camadas tais como a crosta e a parte superior do manto, ficaram compondo a base do cone. Isto porque com um novo centro de gravidade, que por o astro estar momentaneamente cônico e a massa ser heterogênea os centros de massa e de gravidade estavam distanciados sendo que o de gravidade estava mais próximo relativamente da ponta do cone devido à maior densidade dos seus componentes. Por exemplo: se naquele momento, pós-colisão, fosse atravessado um tubo pela altura do cone ligando a base, abaulada, à ponta do cone preenchendo o tubo com a massa líquida do manto encontrada no caminho, teríamos um cilindro muito mais pesado em uma das metades dele.
Os elementos usam o valor do peso atômico e onde o sentido do movimento é o centro de gravidade, recebem a reação da força empuxo e a preferência fica determinada pela diferença de seus pesos que os fazem mergulharem até chegarem à sua posição relativa atingindo assim o equilíbrio. Este movimento dos componentes do manto remanescente conduziu a um formato tal onde as leves camadas de enxofre, fósforo, silício, alumínio, magnésio e outros elementos de peso próximo assim como a crosta, composta de silicatos, e relativamente mais leves, pouco influíram nesse formato e continuaram todos reunidos em uma parte do planeta durante aproximadamente 400 Ma.
Neste processo o planeta, deformado, visto perpendicularmente à Pangea, tinha a aparência de uma esfera e a 90º daquele ponto de vista tinha a aparência de um ovóide e ainda guarda, no Pacífico, um resquício destas características. O processo de recuperação da esfericidade é lento, pela necessidade de se reconstituir todas as esferas concêntricas dos elementos constituintes do planeta, visando a coincidência dos centros de gravidade e de massa, pois já se passaram 600 Ma, não terminou, mas é inexorável.
Assim, todos os eventos geológicos participam de um processo integrado que visa a recuperação da esfericidade do planeta.

         Fig. geodinamismo

O processo de recuperação do formato da Terra só está sendo possível porque o manto é mantido fluido por geração interna de calor, sem o qual a crosta ficaria muito mais espessa e a volta ao formato original seria impossível. Só uma imensa depressão poderia atrair, durante tanto tempo, uma quantidade de imensos blocos de silicatos em volta de todo o planeta, pois eles foram atraídos em várias direções, parecendo se separar, mas em sentidos convergentes. Isto porque se trata de um astro, predominantemente líquido, que quer voltar a ser uma esfera, o menor estado de energia potencial e de maior estabilidade.
A quebra da superfície do Pangea não foi radial, em todos os pontos, daí a dificuldade das placas se desvencilharem umas das outras e também há a convergência onde elas, agora, se comprimem e devido à diminuição do diâmetro da concavidade, podemos notar que a parte central das Américas e o cone sul da América do Sul foram deixados para trás. Se tivermos um conjunto de placas de diferentes espessuras de granito ou de qualquer outro material duro e com a parte inferior lisa, apoiadas em esferas de aço, de mesmo diâmetro, sobre um plano liso e horizontal verificaremos que elas não se moverão. Mas se inclinarmos o plano de apoio, mesmo que ligeiramente, verificaremos que as placas se moverão no sentido da parte inferior do plano. Para que isto tivesse ocorrido, tivemos que adicionar energia ao sistema ao inclinarmos o plano e é isto o que está ocorrendo com as placas tectônicas; placas continentais, em planos inclinados, cercando as que estão em plano inferior no oceano Pacífico. Assim, a energia potencial gravitacional faz os continentes se separarem por estarem sendo atraídos separadamente ao redor da Terra para a grande concavidade ou região de menor raio. Observamos que a Groenlândia, fragmentos do Canadá e Eurásia deslocaram-se no sentido norte e este último com movimento de torção do extremo leste, a América do Norte e a América do Sul, com rotação, deslizam no sentido oeste enquanto a Austrália e a Indonésia e Madagascar deslizam no sentido leste e a Antártida deslocou-se no sentido do sul com rotação. A Tasmânia separou-se da Austrália atraída no sentido Sul e o Sri Lanka separou-se da Índia atraída para Leste. Todos deslizando no sentido da parte mais funda do planeta, enquanto ela existir, no centro do Pacífico.
Em um lado do globo, as placas parecem divergentes e no outro parecem convergentes. A África foi a que menos se moveu, ou seja, está no centro do mundo tectônico, pois do centro da África ao centro do Pacífico são 12 meridianos ou 180º que corresponde à metade dos 360o de toda a esfera.
Com o deslocamento gradativo de massa para o lugar deixado pelo núcleo em movimento e também em recuperação de seu formato esférico ao deslocar-se para o centro de massa, houve diminuição do achatamento e isto vem forçando o escorregamento das grandes placas. A área do Pacífico representa mais de 35% da área do planeta e continua reivindicando mais massa a ser deslocada. Assim as placas que estão se movimentando no sentido do centro do Pacífico percorrem um espaço curvo parecido com o desenho de um suave vórtice. Em Física a menor distância entre dois pontos não é necessariamente uma reta, mas a trajetória que consome menos energia.

           O Pangea, boiando no manto e cercada por uma crosta oceânica fina formada durante 400 Ma, iniciou seu desmanche com deslocamento que já dura 200 Ma. O processo de levantamento do fundo do Pacífico fica evidente com a ocorrência de tsunamis e quando observamos o que aconteceu à ilha de Molokai quando a ilha foi partida em duas; uma delas subiu e a outra foi fragmentada e seus pedaços foram escorregando ao longo de 160 km por sobre a placa de basalto como mostra uma matéria “How the Earth Was Made” do History Channel.
Assim, só de justificaria o deslocamento das placas continentais para o centro do Pacífico, tal com o deslizar de solo de uma montanha tentando chegar ao centro de gravidade, se o centro da região do Pacífico estivesse a menor distância do centro de gravidade, do que o restante do planeta, como é o caso, ainda, pois a tendência do manto é atingir a esfericidade total.
A região do Pacífico comporta-se como uma bacia, a Bacia do Pacífico. Podemos afirmar, sem medo de errar, que ali o centro de gravidade está mais próximo do leito oceânico que no lado oposto do planeta.