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A real razão da Explosão do Cambriano
Antes de tudo, aqui, farei uma ressalva; A datação radiométrica dos fósseis mais antigos, devido a uma limitação do método do carbono 14 que é de 70.000 anos, vem sendo feita a partir dos sedimentos ou silicatos que os envolveu e que evidentemente já existiam. Isto trás um problema de precisão, seria como datar a safra de um vinho a partir da data da fabricação do vidro utilizado para a confecção da garrafa.
Resumo do estado atual da Paleontologia:
A Paleontologia é o ramo da ciência responsável por estudar a história da vida na Terra utilizando os fósseis, restos preservados de organismos, e hoje em dia tem um conhecimento extraordinário acumulado. É ponto pacífico que embora a Terra tenha 4,6 bilhões de anos, a vida só surgiu por volta dos 3,5 bilhões. São dos fósseis mais antigos que se tem descoberto.
Os biólogos e geólogos quebraram a cabeça por décadas sobre por que a vida começou tão cedo neste planeta, e, em seguida, levou tanto tempo para ficar interessante. Parecia tão rápido, na verdade, que Charles Darwin preocupado que isto poderia minar a sua teoria da evolução, dando assim origem ao "dilema de Darwin".
Para a compreensão no tempo e junto com a Geologia, utilizando a datação radiométrica, a Paleontologia desenvolvida uma Tabela Geológica ou escala geológica do tempo.

http://bio11ifnmg.blogspot.com.br/2014/02/origem-das-especies-e-dos-grandes.html

Como Richard Dawkins, o mais famoso biólogo evolucionista, observa:. "É como se eles tivessem sido plantados lá, sem nenhuma história evolutiva" (Dawkins, 1996: 229). Dawkins não tem a pretensão de saber por que há tão pouca evidência fóssil pré-cambriano, mas ele suspeita que "pode ser que muitos desses animais tinha apenas partes moles para os seus corpos: sem conchas ou ossos para serem fossilizados" (Dawkins, 1996: 230) .
O fato é que o registro fóssil é imperfeito. Como Richard Dawkins observa: "se organizar todos os nossos fósseis disponíveis em ordem cronológica, eles não formam uma seqüência suave de mudança quase imperceptível" (Dawkins, 1996: 229).
O período Cambriano é um intervalo de tempo, 550-505 Ma, no qual a Terra teve uma explosão da complexidade dos organismos que gerou extensos debates científicos devido aos grandes intervalos entre fossilizações. Antes da Explosão do Cambriano houve outra: a explosão do Ediacarano cujos fósseis foram encontrados em rochas a alguma profundidade. “... em um olhar mais atento, esta fauna seria uma continuação de uma fauna semelhante que dataria do Ediacarano (635–542 milhões de anos atrás), embora tendo tornado-se mais comum durante o cambriano inferior, entre 542 e 530 milhões de anos atrás.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Biota_ediacarana
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-explosao-cambriana
Bing Shen Lin Dong, estudante de graduação do Virginia Tech junto com Xiao e Kowalewski , analisou os fósseis de Ediacara : os mais antigos complexos organismos multicelulares que viveram nos oceanos de 575-542 Ma atrás , ou seja, antes da explosão Cambriana dos animais. " Estes organismos Ediacara não tem uma relação ancestral descendente com os animais do Cambriano , e a maioria deles foram extintos antes da Explosão Cambriana ", disse Shen . "E este grupo de organismos - a maioria das espécies - parece ser diferente dos animais do Cambriano ".
Na Wikpédia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Biota_ediacarana “A maioria dos fósseis macroscópicos são morfologicamente diferentes de formas de vida mais recentes: assemelham-se a discos, tubos, sacos cheios de lama ou mantos acolchoados. Devido à dificuldade na dedução de relações evolucionárias entre estes organismos, alguns paleontologistas sugerem que estes representam linhagens completamente extintas que não se assemelham a nenhum ser vivo actual. Um paleontologista sugeriu uma categoria taxonómica separada para estes seres ao nível hierárquico do reino, denominada Vendozoa, entretanto renomeada Vendobionta.3 Se de facto estes organismos enigmáticos não deixaram descendência, as suas estranhas formas podem ser vistas como uma experiência falhada da vida multicelular, com uma re-evolução posterior e independente do multicelularismo a partir de organismos unicelulares não relacionados.4
“Em 1946, Reg Sprigg noticia a existência de fósseis de medusas nos Montes Ediacara na cordilheira australiana dos Montes Flinders7 , tendo, no entanto, sido considerados do início do Câmbrico, pelo que apesar da descoberta ter despertado algum interesse, não cativou nenhuma atenção séria.
Foi apenas após a descoberta britânica da icónica Charnia em 1957, que se considerou seriamente a possibilidade do Pré-Câmbrico conter vida. Este fóssil em forma de fronde foi descoberto na Floresta de Charnwood, Inglaterra8 , e devido à detalhada carta geológica da British Geological Survey, não existiam dúvidas de que estes fósseis se encontravam em rochas pré-cambrianas. O paleontólogo Martin Glaessner fez, finalmente, a ligação entre este e achados anteriores9 10 , que combinando com uma melhor datação de espécimes existentes e um novo fulgor na procura, levou a que novos aspectos fossem reconhecidos.”
Os pesquisadores querem fazer uma investigação detalhada acreditando que a chave do mistério está na composição química dos oceanos, naquele período e em uma alteração brusca no clima resultando em uma explosão evolutiva há 543 Ma, passando de não mais que 3 grupos de animais para os 38 grupos hoje conhecidos em um espaço de 5 Ma, tempo curtíssimo, em termos evolutivos . (Kirschvink J.L. & Hagadorn, J.W., 2000). Porque não em outra época qualquer? Assim, a explosão de vida do Cambriano deve ser entendida, também, por explosão da complexidade biológica.
A partir de 570 milhões anos atrás durante o tempo Cambriano, ocorreu a fossilização de animais com esqueletos externos ou exoesqueletos em grande abundância. Este súbito aparecimento de fósseis “de quase todos os principais tipos de animais ( filos ) que ainda dominam a biota hoje,” foi utilizada para definir o início do Cambriano. Animais de corpo mole tinham dominado a evolução animal um pouco antes do Cambriano.
“...o conjunto de fósseis que melhor caracteriza a explosão cambriana em seu auge é a da fauna de Chengjiang, encontrada nos depósitos xistosos de Maotinashan (Chengjiang Maotianshan Shales), na península de Yunnan, que foram descobertos em 1912, mas que só começaram realmente a serem mais intensamente investigados nas décadas de 80 e 90 do século passado.” http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-explosao-cambriana
O motor do desenvolvimento da complexidade biológica “pegou no tranco”, em linguagem popular. Os Paleontólogos estão buscando os mecanismos que teriam feito os animais saírem do mar e invadir a Terra.
      “Tudo isso teria acontecido nos últimos 25 milhões de anos do Pré-Cambriano”, “A ausência de fósseis dificulta os trabalhos, mas estamos aprendendo muito sobre a vida remota no planeta por caminhos paralelos”, disse Thomas R. Fairchild (paleontólogo e professor da USP) à Revista FAPESP Online de Novembro 2005.

 


   Foto de Thomas R. Fairchild (professor de Paleontologia da USP)
A parte da rocha abaixo do aço do martelo foi formada em ambiente frio e a que está acima, foi formada em ambiente extremamente quente, não havendo fase intermediária.
As duas fotos abaixo mostram o resultado do grande geólogo, Paul Hoffman que descobriu que a Terra repentinamente ficou muito quente e que está evidenciado nas duas camadas superpostas com uma formada por sedimentos em um ambiente super-quente sobre outra formada em ambiente frio. Este tipo de imagem foi encontrado, também em outros lugares do planeta, evidenciando que o evento foi global. Seu trabalho está em WWW.SNOWBALL.ORG.

Photo: P. Hoffman.
”the calling-card of an ancient ice-age - an outcrop in Namibia of ancient (Proterozoic) glaciogenic sediments, overlain by a dolomitic "cap-carbonate" sequence of marine origin, deposited in warmer post-glacial conditions. “ Photo: P. Hoffman.
http://www.skepticalscience.com/history-climate-science.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Cambrian_explosion
http://www.bbc.co.uk/science/earth/earth_timeline/cambrian_explosion
Burgess Shale contém o melhor registro que temos de fósseis de animais do Cambriano. A localidade revela a presença de criaturas provenientes da explosão cambriana, uma explosão evolutiva de origem animal datado de 545-525 milhões de anos atrás. Durante este período, a vida estava restrita aos oceanos do mundo. A terra era estéril, desabitada, e sujeito a erosão; estas condições geológicas levaram a deslizamentos de terra, onde os sedimentos periodicamente enroladas em mares e enterrado organismos marinhos. Na localidade Burgess, os sedimentos foram depositados em uma bacia de águas profundas, junto a um enorme recife de algas com uma escarpa vertical, várias centenas de metros de altura.”
http://www.ucmp.berkeley.edu/cambrian/burgess.html
Os cientistas sabem há algum tempo que a maioria dos principais grupos de animais complexos apareceram no registro fóssil durante a explosão cambriana, um evento aparentemente rápida evolução que ocorreu 542 milhões de anos. Agora paleontólogos da Virginia Tech, usando rigorosos métodos analíticos, identificaram um outro evento explosivo evolutivo que ocorreu cerca de 33 milhões de anos antes entre formas de vida macroscópicas não relacionadas aos animais do Cambriano. Eles a apelidaram esse evento anterior "a explosão Avalon".”
http://www.astrobio.net/pressrelease/2580/the-avalon-explosion
As Darwin noted in the Origin of the Species, the abrupt emergence of arthropods in the fossil record during the Cambrian presents a problem for evolutionary biology.”American Scientist, May/June 1997, p244

“The number of intermediate varieties, which must have formerly existed on the earth, [must] be truly enormous. Why then is not every geological formation and every stratum full of such intermediate links? Geology assuredly does not reveal any such finely graded organic chain; and this, perhaps, is the most obvious and gravest objection which can be urged against my theory.” Charles Darwin, “Origin on the Species” (1859)

“The chemical steps that led to life on Earth remain a matter of intense speculation.”  An article “Geochemical Influences of Life’s Origins and Evolution,” Elements, (vol 1, June 2005), p151

We don't know how life started on this planet. We don't know exactly when it started, we don't know under what circumstances.  It's a mystery that we're going to chip at from several different directions.” Andrew Knoll,Harvard paleobiologist, Fisher Professor of Natural History, Dept of Earth and Planetary Sciences, author of  “Life on a Young Planet: The First Three Billion Years of Life,” interviewed 5/3/2004 on PBS NOVA

"I am quite aware that according to conventional wisdom and models of fossilization, these structures aren't supposed to be there, but there they are, and I was pretty shocked." Mary H. Schweitzer, evolutionary paleontologist at North Carolina State U, in Science, vol 307, no 5717, p1952-55, 3/25/2005 http://www.pbs.org/wgbh/nova/sciencenow/3411/01.html
 
Os cientistas querem saber como foi o salto da simplicidade orgânica (microalgas, bactérias e protozoários) que existiam como tal durante 3 bilhões de anos  para a complexidade orgânica em dezenas de milhões de anos.

 Explicação:
O entendimento que temos de explosão é de liberação de imensa quantidade de energia. Assim, a explosão do Cambriano está associada a uma mudança brusca na temperatura do ambiente da Terra.  O planeta, antes da colisão, tinha um ambiente completamente aquático por estar envolto pelo Oceano Global que estava gélido porque o “caldo orgânico” (microalgas e protozoários) absorvia, em suas reações bioquímicas de crescimento e reprodução, a energia do sol que conseguia chegar à água e posteriormente aquela que conseguia após atravessar a camada de gelo, após a formação desta. Para termos uma idéia da quantidade de energia absorvida por essas reações bioquímicas produzidas pela luz, no processo de fotossíntese, basta atear fogo a um arbusto seco.
Após a formação de uma crosta de gelo o planeta entrou em um processo do qual jamais poderia sair sozinho, pois a crosta de gelo ficava cada vez mais espessa devido ao grande reflexo da luz do sol (albedo) estimado em 0,63. Toda a energia era para manter a vida da fauna pré-cambriana. Havia a grossa capa de gelo, mas o oceano global não era todo gelo tal como os pólos norte e sul, atualmente, onde há muita vida por baixo dessa crosta gelada.          Todo o carbono da Terra participava desta massa microbiana e por isto o Oceano Global era muito opaco. Parecia com uma piscina abandonada e cheia de algas. Somando-se a isto, a Terra não tinha a Lua próxima de dela, antes da colisão e assim o Oceano Global não poderia ter movimentos de marés que ajudariam a fraturar o gelo e a revolver o fundo do oceano, se este fosse de pouca profundidade, trazendo para cima a pouca variedade de elementos que existia sobre a crosta que era também o fundo do mar. Além disto, a crosta de gelo atrapalhava qualquer tentativa de movimento do oceano, normalmente efetuado pelos ventos. Assim, só um agente externo, Vênus com órbita de alta excentricidade e consequentemente com estrema velocidade, que já estava no mesmo plano orbital, poderia tirar o planeta Terra daquela armadilha. Após a colisão, a parte que sobrou da Terra era aproximadamente um cone e perda repentina da maior parte da crosta e de grande parte da água, a água remanescente, sobre a Pangea, passou a ocupar o espaço deixado pela crosta que foi para o espaço exterior e o planeta ficou com uma superfície de ambientes variados: o oceânico muito salgado e em ebulição devido à perda da maior parte da crosta que colocou a água em contato direto com a parte superior do manto passando de gelada a escaldante e isto fez com que a Terra ficasse envolvida com uma espessa camada de vapor dágua retirada do que viria a ser o grande Pantalassa, o mar que cercava o Pangea, e o de uma imensidão de mares rasos e salgados, salobros e de água doce sobre o super-continente. Era um ambiente permanentemente muito quente e, portanto propício para rápidas reações bioquímicas, pois a adição de calor acelera as reações químicas. Assim, dos organismos que resistiram aos efeitos da colisão, uns tiveram que viver em um outro de menor pressão, passando de mais de 9 km de profundidade para alguns metros sobre as placas continentais, enquanto outros passaram a “viver” ou morrer em um oceano em ebulição na parte exterior à Pangea.
Nesta super extinção os restos dos que morreram resultaram em uma imensa massa orgânica, a matéria prima do petróleo, depositada nas rachaduras entre os continentes, no fundo de mares rasos e de incontáveis lagos e lagoas, foi sendo encoberta com sedimentos que levaram à formação de rochas sedimentares e que hoje conhecemos como lugares passíveis de ter lençóis de petróleo. Assim, grande parte dos microorganismos que viviam no fim do período pré-cambriano teve o destino de formar os depósitos de petróleo.
Este ambiente, explosivo biologicamente, permaneceu assim por muito tempo, pois devemos lembrar que até hoje ocorrem rachaduras na crosta e há ainda muitos vulcões com saída constante de lava, principalmente os do Havaí, que aquece o mar e o ar sem falar dos gêiseres ativos de Yellowstone e da Islândia e das aberturas das dorsais oceânicas. A manutenção da fonte de calor propícia para a manutenção da vida pode ser explicada pela formação de rachaduras que todo o planeta sofreu e ainda sofre que fazem a ligação do solo com a parte superior do manto deixando a água penetrar e fazia-a subir em alta temperatura.
Charles Darwin explicou com propriedade inquestionável em sua obra: “A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural” a evolução dos seres vivos.  Ele desconhecia a razão destas mudanças tão aceleradas e não era capaz de medir com precisão as taxas de evolução durante este intervalo crítico, mas defendia que devia ter havido longos períodos, não registrados por fósseis, da evolução animal antes da Explosão Cambriana e isto é verdade visto que se somarmos os 33 Milhões de anos do inicio da Explosão de Avalon aos 545 MA do início da Explosão do Cambriano, temos o total de 578 Milhões de anos e isto representa o intervalo de 22 milhões de anos para os 600 milhões de anos, quando ocorreu a colisão e tornou o que restou do planeta em uma massa envolvida por vapor d’água que gerava um ambiente eletrico com muitas descargas de raios.
A diversidade dos organismos foi potencializada pelas mutações genéticas devido às incessantes descargas elétricas, por todo o globo, por dezenas de milhões de anos e à exposição a céu aberto de elementos radioativos e chuvas torrenciais eram uma constante devido ao elevado grau de evaporação gerando um ambiente de com baixíssimas e pesadas nuvens e consequentemente de alta pressão. Estas constantes descargas elétricas seriam uma segunda fase de descargas elétricas, pois a primeira foi quando o planeta estava formando sua crosta e tinha um volume muitas vezes maior que o atual, ou seja, era uma Super-Terra e que nos lembram os trabalhos de Urey e Stanley Miller que sintetizaram aminoácidos, os tijolos das proteínas, por meio de descargas elétricas em ambiente de vapor d’água, metano e amônia e hidrogênio, publicados em 1953.
Após a colisão, além dos elementos leves e mais abundantes do universo, Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, Enxofre e Fosforo, considerados "elementos biogênicos” passou a ocorrer, sobre a superfície da Terra, metais arrancados do interior do planeta e espalhados sobre a crosta que possibilitaram a complexidade dos organismos que está diretamente relacionada à diversidade de elementos químicos disponíveis. Por exemplo: o sangue dos caranguejos, caramujos, ostras e lulas e demais invertebrados é à base de cobre e possui uma molécula azulada transportadora de oxigênio chamada hemocianina enquanto o sangue humano e dos outros vertebrados é à base de ferro e possui uma molécula vermelha, também transportadora de oxigênio, chamada hemoglobina. Trabalhos recentes mostram que organismos do meio-cambriano tinham hemocianina.
http://palaios.geoscienceworld.org/content/29/10/512.short?rss=1&ssource=mfr
O zinco e o manganês são elementos químicos essenciais (próximo de 30) para todas as formas de vida, nas quais tem funções tanto estruturais quanto enzimáticas. Estes elementos são originários do núcleo do planeta, o manganês é pouco mais leve que o ferro e o zinco um pouco mais pesado que o ferro, mas também são encontrados na parte superior da crosta. Analogamente, se tivéssemos apenas argila para construções, não poderíamos construir os prédios que conhecemos. A complexidade depende da diversidade de componentes.
As únicas marcas encontradas do que ocorreu no período Cambriano, são restos fossilizados encravados nas rochas. Eles estão sendo desenterrados em todos os continentes e são muito importantes porque mostram aos cientistas como realmente ocorreu a evolução e a primeira conclusão deles é que a natureza não age de maneira lenta e gradual. A explosão do Cambriano deve ter durado apenas 5 Ma, uma pequeníssima fração de tempo quando comparada ao tempo decorrido até então (3,2 Ba) e onde a vida estava depositada em microorganismos, apenas, em um oceano muitas vezes mais volumoso que a soma dos atuais oceanos e mares. Após a colisão o planeta ficou envolto em espesso vapor dágua, mas à medida que a luz do sol conseguiu chegar à superfície do planeta, pôde novamente evoluir a fotossíntese que é o principal processo responsável pela absorção do calor do sol ao nível de todo o planeta e evoluir de microalgas, organismos com estrutura e organização simples e primitiva, para plantas que, com sua proliferação, resultou em aumento da taxa de oxigênio nas águas e na atmosfera levando ao surgimento de animais complexos, resolvendo, assim, o “dilema de Darwin”, “pai da evolução” que estava perplexo com o repentino surgimento de fosseis de grandes animais. Isto pode responder ao argumento de que " as formas de vida complexas aparecem de repente na explosão cambriana, sem fósseis ancestrais. "
       Hoje, quando vemos o mapa-múndi verificamos que as águas de quase todas as regiões são canalizadas para os mares, mas no início, pós-colisão, não foi assim, pois estes canais não estavam formados, porque a crosta que outrora compunha o fundo do Oceano Global deram lugar a um ambiente de lagoas, lagos e charcos, todos salgados. Não havendo canais de escoamento para o novo oceano, o Pantalassa, as águas ficaram empoçadas, nos baixos relevos, criando o ambiente imaginado pelos paleontólogos. Este ambiente levou muito tempo a ser desfeito e os lagos salgados e rasos começaram a sofrer transbordamentos, devido às chuvas continuas e posteriormente, escoamentos provocados pelo levantamento de regiões inteiras para acompanhar a nova curvatura da crosta e que resultava no esvaziamento de lagos e na abertura de cânions que conduziu à formação de grandes rios. Os canyons tanto serviam para escoar lagos quanto para formar outros e muito profundos. Com muitos lagos diminuindo de nível iniciou-se, muito provavelmente, a evolução de seres anfíbios e terrestres. Como o ambiente era quentíssimo devido às chuvas quentes porque as águas, fora do Pangea, tinham contato direto com magma, a descoberto, reforçado por atividade vulcânica e levava à ocorrência de chuvas torrenciais, resultaram no preenchimento das depressões com aluviões resultando em planícies e dessalinizando-as através da condução do sal para o novo e grande oceano o Pantalassa.
Com a abertura de cânions que provocava o escoamento, os animais desenvolvidos nos lagos produzidos por abertura de canyons depararam-se com mudanças em seu ambiente, pois a cada abertura de cânion resultava em afundamento dos longos lagos, por desmoronamento de seu leito, ao mesmo tempo provocava interligação de lagos e que animais desenvolvidos em um ambiente ficassem repentinamente no meio de outros animais estranhos. Por causa deste escoamento as espécies aquáticas viram-se em ambientes cada vez mais rasos e isto forçou sua adaptação a lugares secos.  Com a contínua abertura de cânions houve o escoamento para o mar levando também organismos. Para as espécies aquáticos que foram desenvolvidos em lugares salgados, em cima da crosta, a adaptação não deve ter sido difícil.  Assim “mecanismos que teriam feito os animais saírem do oceano e invadir a Terra” deve mudar para “mecanismos que teriam feito os animais saírem dos mares, lagos e lagoas salgadas, em escoamento, e invadir a parte seca da crosta da Terra” não sem antes viverem em pântanos.
No meio da crosta da América do Sul onde hoje é Barra Bonita, na Bacia do Paraná – Brasil, havia também muitos outros gêiseres, como atestam os resultados de uma pesquisa, publicada na revista Nature (www.nature.com) feita pelo prof. Dr. Thomas Rich Fairchild e o prof. Dr. Jorge Kazuo Yamamoto, diretor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), que descobriram a origem dos 3.500 de misteriosos morrinhos de pedra, de até 2 metros de altura, que ali brotaram do solo. Isto era um enigma geológico de 250 Ma. Eles explicaram que são cones fossilizados formados por antigos gêiseres que expeliam água fervente para a superfície durante o fim do período permiano, entre 250 e 300 Ma atrás e precipitavam principalmente dióxido de silício (SiO2) componente dos mais abundantes na Terra e só faltava descobrir porque haveria ali uma fonte de calor, segundo o pensamento atual, já que a região não fica no limite de placas tectônicas, quando então, pelo pensamento atual, justificaria sua existência por ter mais chance de haver rachaduras devido a possíveis terremotos.
Um enigma persiste: de onde vinha o calor para aquecer a água? "Não temos evidências geológicas de uma fonte de calor subterrânea", diz Yamamoto. Esse é o alvo das próximas pesquisas. "Alguma coisa muito fora do comum aconteceu nesse ponto", afirma Fairchild.” em Estudo desvenda enigma geológico no interior de SP, Nov/2005,
http://www.apolo11.com/noticias_da_terra.php?id=dat_20051111-063107
A razão para a existência destes gêiseres era a existência de rachaduras de adaptação na crosta, e assim as águas desciam frias por elas e subiam quentes dando origem àquelas formações. As placas rachavam regularmente em qualquer lugar adaptando-se a cada novo formato do planeta abrindo canyons e levantando montanhas que se somavam às miríades de ilhas formadas logo após a colisão e formaram um ambiente que está de acordo com o defendido por Darwin para quem a existência de territórios estáveis teria ajudado na consolidação de determinadas características das espécies.
Darwin queixou-se, em sua obra, A Origem das Espécies, de que o ponto fraco de sua teoria e que seria usado como argumento por seus contestadores e detratores, seria o fato de não se encontrar fosseis de variedades intermediárias ou formas transicionais que fariam a ponte entre as espécies atuais e as antigas, os elos perdidos ou fósseis transicionais, embora ele tivesse certeza de que teriam existido. Afirmava que os registros geológicos tinham grandes falhas que correspondiam a grandes e lapsos de tempo e isto lhe trazia um grande incômodo porque dificultava a compreensão de sua obra.
A teoria de Darwin foi coerentemente defendida por Richard Dawkins, em seu livro “O Relojoeiro Cego” de 1986 e mais recentemente em, o The Greatest Show on Earth (O Maior Espetáculo da Terra)afirmando que a evolução é evidente e por causa desta defesa tão ferrenha ele vem sendo desafiado por quem não concorda com a evolução dos seres vivos a explicar o aparecimento simultâneo e abrupto de grande variedade de fósseis de animais complexos, entre os quais os vermes Platelmintos (Platyhelminthes), que é um dos principais desafios na biologia da evolução. Houve um grande intervalo de tempo entre o aprisionamento para fossilização de algas e protozoários (600 Ma) e a fossilização dos vermes Platelmintos que atualmente compôe em filo bem sucedido com cerca de 25.000 espécies conhecidas. Mas o verdadeiro desafio de esta explosão de complexidade de organismos é a grande variedade de formas fossilizaveis que apareceu mais ou menos no mesmo instante no tempo geológico e explicar o aparecimento simultâneo e abrupto daqueles que é um dos principais desafios na biologia da evolução. Afinal, a falta de registro da existência dos antecessores de uma família não é garantia de que não tenham existido. Trata-se, apenas, de falta de registro.
         Nem Richard Dawkins, o grande biólogo evolucionista, nem qualquer paleontólogo, nem qualquer outra pessoa tem condições de explicar o grande intervalo de tempo que está faltando com relação ao primeiro registro fóssil, de animais com exoesqueleto, sem a compreensão da Teoria VCT600MA. Assim, Dawkins e/ou qualquer paleontólogo não precisam invocar uma hipótese ad-hoc na tentativa de explicar as lacunas e desafios apresentados pelo registro fóssil nos pontos mais cruciais pois a VCT600MA é suficiente para a compreensão.
Diferentemente do que se pensa de que “durante este período , a vida estava restrita aos oceanos do mundo”, a vida estava tanto no oceano que rodeava a Pangea quanto e principalmente sobre ela ou seja sobre os continentes em lagos e lagoas salgadas aquecidas remanescentes da descida do Oceano Global.
Quem desconhece o processo da fossilização, que depende do sepultamento abrupto dos organismos, pode tender a acreditar que exemplares de todos os organismos que viveram deveriam estar fossilizados, mas isto não é verdade. O registro através de fósseis foi caótico, pois a natureza não tem um plano de registro de eventos visando a compreensão futura da existência da vida no planeta. A falta de cobertura jornalística de um campeonato não garante que ele não ocorreu. O planejamento para registro é característica do ser humano para deixar para as futuras gerações e para isto, a Paleontologia está fazendo investigações.
A fossilização não depende somente da caracteristica dos organismos de serem “fossilizáveis”, mesmo os de acorpo mole. Qualquer organismo é fossilizável se for aprisionado repentinamente em camadas de sedimentos finos, pois foram encontrados, ali, os formatos do corpo de inúmeros fósseis de organismos de corpo mole. Assim, a primeira fossilização, de microorganismos, se deu, há 600 Ma, logo após a colisão planetária,  quando do escoamento rápido do Oceano Global que misturou sedimentos sobre a crosta com o material orgânico existênte evidenciados em rochas sedimentares encontradas por Paul Hoffman em todos os continentes e mostradas em sua teoria Snowball Earth (www.snowball.org) que estava aguardando a descoberta da real fonte de calor, mostrada na VCT600MA, que teria feito a Terra passar de ambiente gelado para extremamente quente quase instantaneamente.
Após o evento da colisão astronômica, a crosta só apresentou condições de fossilização em quatro tipos de eventos:
O primeiro, foi o sepultamento de organismos pelo deslocamento de sedimentos resultante do escoamento do restante do Oceano Global, ato contínuo à colisão, para fora do Pangea e que formou o Pantalassa.
O segundo, foi pelo deslocamento de sedimentos entre lagoas ou lagos de níveis diferentes de água quando do transbordamento de algum deles pois a crosta do planeta estava repleta de lagos e lagoas de água salgada.
O terceiro, foi o sepultamento pela lama resultante da queda de pedaços da crosta da Terra ou do manto e que retornaram após teram estado no espaço como asteróides. Naquela época a probabilidde de queda dos escombros era muito mais provável que hoje. Os fósseis do Ediacarano devem ter sido sepultados por este processo assim como o segundo processo, muito provavelmente. Assim ao encontrarmos fósseis do Ediacarano, provavelmente, encontraremos o asteróide que provocou este espirramento de lama. Os organismos que não foram sepultados, foram muito provavelmente consumidos como alimento ou se decompuseram químicamente.
Mais recentemente (50.000 anos) um asteroide produziu a cratera Barringer Meteor Crater do Arizona – USA, da imagem abaixo. Com certeza o solo deslocado e jogado sobre as bordas da cratera sepultaram muitos animais que viviam ali. Assim se ali escavarmos em suas bordas encontraremos fósseis dos animais daquela época. Para salvarmos o aspecto enterior pode-se fazer tuneis dentro dos sedimentos das bordas. Eles estão nos aguardando para vir à luz mais uma vez.
 http://www.amusingplanet.com/2013/07/the-incredible-barringer-meteor-crater.html

 Uma outra cratera (1.4 milhões) no Canadá poderá ser vista em http://www.amusingplanet.com/2013/11/pingualuit-impact-crater-in-canada.html.

Wolfe Creek Crater - Australia
http://www.amusingplanet.com/2013/12/wolfe-creek-crater-australia.html
Kamil crater
http://www.amusingplanet.com/2014/01/kamil-crater-meteorite-impact-crater.html
Amguid crater
http://www.amusingplanet.com/2014/08/amguid-impact-crater.html
O solo deslocado deve estar sobre muitos fósseis.
O quarto e principal, foi deslizamento de sedimentos que resultaram em fossilizações provocados pelo levantamento de montanhas por subida de magma como resultado da quebra das placas continentais e consequente no processo  de adaptação a crosta a um planeta líquido e agora de menor raio. Isto ocorria no mesmo local, em intervalos de milhões de anos porque o processo de recuperação da esfericidade do planeta é lentíssimo e ainda não terminou. O monolítico Pão de Açucar tem 560 milhões de anos de existência ou seja foi levantado 40 milhões de anos apõs a colisão planetária com Vênus. Isto resulta em um grande intervalo sem registro dos seres desenvolvidos ou evoluidos. Era o que Darwin mais temia, a inexistência de registros mais amíudes, mas Darwin estava certo, havia grandes períodos de evolução sem registros fósseis de sua existência. O processo que levantou o Pão de Açucar também atuou em outros lugares da crosta,  naquela época, porque a melhora da esfericidade se processava em todo o planeta, causando as rachaduras de adaptação da crosto e assim, lá, no sopé daquelas montanhas formadas a partir do levantamento do magma, poderemos escavar e encontrar muitos fósseis.
Assim, houve duas fases de ambiente de descargas elétricas que ajudaram a formar moléculas orgânicas. A primeira foi quando a Terra, que tinha um volume muitas vezes maior que o atual, estava formando a crosta original e cheia de vulcões rasos tipo caldeira com apenas com os elementos mais leves sobre a crosta tais como hidrogênio e oxigênio da água, carbono e nitrogênio que resultou na formação de organismos simples, microalgas e bactérias. A segunda foi há 600Ma quando, ato contínuo à colisão, após ter perdido grande parte da crosta continental, que funcionava como isolante térmico, a água remanescente desceu e entrou em contato direto com o manto gerando grossas nuvens, resultando em imensa pressão e intensas e incessantes descargas elétricas por dezenas de milhões de anos no planeta inteiro.

 

http://www.vanialima.blog.br/2015/01/raios-e-relampagos-descargas-eletricas.html
Era um ambiente centenas de vezes mais elétrico do que este e constante em volta de todo o planeta Terra durante dezenas de milhões de anos.

           Portanto o gatilho para a evolução de animais complexos não foi somente o aumento de oxigênio (O2) liberado pela fotossíntese das algas, mas principalmente devido a incessantes descargas elétricas e também à ação de elementos radioativos (Rádio, Tório, Urânio e Polônio), a céu aberto e ainda não soterrados pelos sedimentos que só seriam levantados na formação das montanhas, águas quentes que forneciam a energia necessária a tantas reações bioquímicas e a grande disponibilidade dos outros elementos da tabela periódica sobre a superfície do planeta, pois a complexidade dos organismos está diretamente ligada à variedade de elementos na sua formação. Assim, com a natureza trabalhando para fazer uma imensidão de alterações, experimentos (algumas com formas bizarras) e testes é natural que a uma imensa diversificação de organismos seria o resultado. Era um laboratório imenso de testes de organismos.  Afinal em qualquer milímetro quadrado deste planeta há organismos. Assim, animais complexos como o homem precisam de alimentos variados para fazer face à ingestão e absorção dos elementos necessários à manutenção da saúde.
     A capacidade mutagênica do Urânio, que é capaz de penetrar no núcleo da célula e se ligar quimicamente ao DNA alterando os organismos afetados.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio

      Para ressaltar o efeito da radiação na alteração de uma molécula do DNA que tem todas as instruções para a construção de um organismo, alterando, assim, o resultado,  cito um trecho de um artigo, (Apaixonados pelo 'insight científico') de 12/02/2014  de Ana Siqueira para Notícias da ABC) da Academia Brasileira de Ciências de Ciências: “Contrariando a ideia de que seria impossível criar uma vacina contra a doença, a Acadêmica Ruth Nussenzweig conseguiu, por meio de irradiação - processo de exposição a algum tipo de raio que quebra o DNA de um parasita - inativar o parasita da malária na glândula salivar de mosquitos.”

http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=3131

 

C. Walcott

Walcott Quarry

Pedreira Walcott: Este é o local onde Charles Walcott (foto à esquerda), descobriu primeiro os fósseis de Burgess Shale. À distância, você pode ver o pico do Monte Wapta. A ardósia e xisto da Formação Stephen são as camadas de cinza, e é ali que a maioria dos fósseis foram encontrados.
http://www.ucmp.berkeley.edu/cambrian/burgess.html
Através de um trabalho adicional no local, foi determinado que o Burgess Shale incluiu múltiplas camadas contendo fósseis de cerca de 2 metros de espessura empilhadas 150 metros de altura e mais de 60 mil fósseis únicos foram encontrados. Os fósseis encontrados dominantes são artrópodes , mas outros fósseis são encontrados em grande abundância , incluindo worms, crinóides, pepinos do mar, cordados , e outros organismos sem casca mineralizada.”
http://api.ning.com/files/JMUvczGju0pxYbq4I2b-cwokHuzeKCLsDRJE-a2QsUiCUKIhcjYHgHimLD-gn7kC2wBGqpqIM7t9kFycsATcRq4HxGcIfDH5/E4420580Burgess_Shale_fossil_quarrySPL.jpg

        Na foto, a existência do pico do Monte Wapta junto com a altura do depósito de fosseis Burgess Shale evidenciam que aquela região sofreu uma pressão na parte inferior da crosta levantou o solo onde estavam vivendo aqueles animais que foram assim soterrados pelo deslizamento de parte do solo que ajudou a dar forma à montanha de magma. Posteriormente pode ter havido levantamento do solo que formou aquele pico e levantou o campo de fósseis. Era um ambiente onde ocorria o registro geológico de forma caótica. Darwin gostaria de ter tido este conhecimento.
Portanto, após a colisão, a situação da Terra era a seguinte: a Pangea estava com o resto do Oceano Global, que não desceu da crosta, distribuido por milhões de lagos e lagoas de água salgada e tinha uma temperatura menor que o grande oceano que a cercava e que estava em ebulição por estar em contato direto com o magma devido à ausência da maior parte da crosta (70%) da atual superfície do planeta, perdida na colisão. A parte superior do Pangea, com seus lagos e lagoas salgadas aquecidas, era o lugar mais apropriado para o desenvolvimento de organismos naquele grande período.
       Assim, diferentemente do que se pensa, os animais foram desenvolvidos nos lagos, lagoas e charcos em cima da crosta, de mais de 151 milhões de km2, e à medida que suas águas foram diminuindo seu volume, por escoamento, devido ao levantamento ou maior encurvamento da crosta no processo de fraturas de adaptação da crosta a uma melhor esfericidade, os animais aquáticos foram se adaptando e ganharam a parte seca da terra. Outros que foram alvo da abertura de canyons que faziam a ligação com o oceano foram escoados para lá através de um rio, mas creio que os que tiveram oportunidade de fugir de um ambiente tão quente voltaram a subir o “rio”.
       Eu sugiro que o Período Cambriano comece não a partir do aparecimento de fósseis complexos, como em 542Ma, mas a partir de 600Ma cobrindo o período Ediacarano. Isto porque foi quando se iniciou todas as condições para o desenvolvimento da complexidade dos seres, ou seja a partir da colisão planetária que lançou elementos químicos do interior do planeta ou manto sobre a crosta remanescente, disponibilizando uma variedade de elementos e também gerou imenso calor por dezenas de milhões de anos. quando ocorreu a explosão de energia devido ao contato direto das águas com o manto terrestre por ausência de 70% da crosta da área atual do planeta e remanescentes da colisão Vênus – Terra.

Variedade atual de organismos marinhos em luta pela sobrevivência:
http://www.youtube.com/watch?v=VnwDbK5SU1I

     Li um trabalho de Gerald F. Joyce, M.D., Ph.D e professor Department of Chemistry California Campus em que ele conseguiu replicação de RNA in vitro. “Directed Evolution of RNA and DNA Enzymes” http://www.scripps.edu/research/faculty/joyce onde “células reprodutoras de RNA ramificam-se a partir de uma espinha central de DNA. Esse RNA pode demonstrar aspectos essenciais da evolução em um tubo de ensaio, mas, para ser considerado vida sintética, precisa desenvolver funções.” Extraído da revista Scientific American Brasil (2009).
Para que o trabalho deste cientista resulte em avanços na compreensão da evolução da complexidade dos seres é preciso que seu ambiente, em laboratório, reproduza o ambiente do período Cambriano como já descrito acima.