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As cavernas

 

         Os espeleólogos sabem que a maioria das cavernas é a imagem do próprio caos, fendas de grande extensão na crosta preenchidas com um amontoado de imensas pedras com algum espaço entre elas, mas pensam que as cavernas foram formadas por rios subterrâneos ou pela ação do ácido carbônico que ao entrar em contato com o calcário, dissolveu-o por de milhões de anos formando estes extensos espaços.  Todos os anos são descobertos cerca de 150 km de novas cavernas no mundo.

No México, na península de Iucatã, há vários cânions que abriga o Ox Bel Ha, o sistema aquático subterrâneo mais longo do mundo com uma extensão estimada em 320 quilômetros, com grande profundidade e com 57 poços naturais e com conexões com o mar. A caverna conhecida mais profunda com 2.197 metros é a Caverna Voronya  que está localizada entre o mar Negro e o mar Cáspio no Cáucaso – Geórgia.

A mais extensa caverna no mundo é a Mammoth Cave com 640 km de extensão.

      O site http://www-sop.inria.fr/agos/sis/DB/countries.html tem a lista das cavernas ao redor do mundo.

  Só no Brasil há cerca de 2500 cavernas que estão registradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia (www.sbe.com.br). Um site brasileiro é especialista em cavernas, http://www.redespeleo.org.br/. Outro norte-americano http://www.caves.org/

 

 

        Explicação:

Uma outra pergunta que não queria calar era; como poderia ter sido formada uma caverna, no Brasil, a Toca da Boa Vista (BA), que é a maior caverna do hemisfério sul e está classificada entre as 10 maiores cavernas do mundo, hoje com 107 km de galerias e potencial para 150 km e sendo a Terra um planeta onde a crosta é formada por camadas, e como poderia ter tantas, profundas e longas fendas?

                               Muitas delas parecem ser individuais, mas na verdade fazem parte de um sistema de cavernas criadas na formação e alargamento de um ou mais cânions. A maioria das cavernas está completamente dentro de cânions. Também podemos dizer que há diversos níveis de cavernas subterrâneas em um mesmo cânion porque a fenda vai até o fim de toda a espessura da crosta (mais de 45 km). As do nível de cima costumam não estar submersas porque assim como as águas dos rios vão para o ponto mais baixo que é o mar, as águas das cavernas vão para outras que estejam em um nível mais baixo naquele cânion e assim quando chegarmos ao nível do mar, quase todas as cavernas deverão estar submersas.

 

"Emerald Lake" in Demänovská Cave of Liberty

http://en.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%A4novsk%C3%A1_Cave_of_Liberty

 

 

                               A água e o ácido carbônico fazem uma parceria que é responsável pela decoração e não pela construção das cavernas que exige um lugar para a colocação do imenso volume do material erodido, pois não há processo que possa fazer com que a água penetre na crosta, corte uma grande caverna e desapareça com o material erodido, pois a tendência é que a água, por força da gravidade, leve o material erodido para níveis cada vez mais baixos.

 

“A equipe topografou 241 metros nesta investida, mas ainda não terminou o

trabalho e não descarta a possibilidade de ligação com a Gruta do Sapatú III,

logo abaixo.”

“600 CAVERNAS DESAPARECEM DO CANIE. A Caverna do Diabo é uma das maiores do estado de São Paulo e uma das mais visitadas do país, porém, assim como pelo menos outras 600 grutas, a caverna não consta no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE) do governo, além disso, alguns especialistas apontam erros de localização e omissão sobre a fonte de informações. Muitas cavernas ficam em regiões de alto interesse econômico, como áreas de mineração ou favoráveis à construção de barragens. Em muitos empreendimentos, cavernas são consideradas empecilhos, devido à necessidade de estudos de impactos mais detalhados.”

 Ver mais em:

http://www.cavernas.org.br/sbenoticias/SBENoticias_295.pdf, acessado em 7-6-2014.

 

         Diferentemente do que ainda se pensa, o espaço das cavernas foi produzido pela rachadura da crosta e a água entrou no espaço que lhe foi dado, e naturalmente alguma erosão foi causada pelo movimento dessas águas carregando detritos que resultavam em atrito, assim como a dissolução química do terreno calcário, pelo ácido carbônico, que apenas produz beleza quando decoram as cavernas com estalactites, estalagmites e piscinas e lhes dá o aspecto com as quais conhecemos hoje. Como a água iria escavar e formar as cavernas destas fotos mostradas aqui?

         Veja o “vídeo que é uma palestra do fotógrafo Carsten Peter da National Geographic que recentemente explorou um gigantesco sistema de cavernas no Vietnã que pode ser o maior sistema de cavernas do mundo.”:

http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/imagem/7432-maiores-cavernas-do-mundo

 

           Reconheço que é difícil de imaginar que as cavernas, mesmo as de grande extensão, sejam rachaduras na crosta resultado da adaptação da crosta de um grande planeta a ou outro de menor diâmetro, por perda de massa, sem que haja o conhecimento de um choque planetário como o que houve entre Vênus e a Terra.

       Debaixo dos lagos e rios, formados por cânions, pode ser encontrada uma imensidão de cavernas submersas, em diversos níveis e se estas águas estiverem em movimento, provavelmente serão chamados de rios submersos.

 

https://www.google.com.br/search?q=%22toca+da+boa+vista%22&hl=pt-BR&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=v4FEUZ2vB5TL0gG86IFQ&ved=0CDwQsAQ&biw=1468&bih=867

 

                                        Caverna do Vietnam – Hang Soon Doong

                                     Caverna do Vietnam

 


Caverna Son Doong do Vietnam

http://www.gialaipt.com.vn/2011/06/worlds-largest-cave-in-vietnam-to-be.html

 

 

 

         

Abismo Krubera, Geórgia. Esta caverna é considerada o maior abismo

da Terra com 2197 metros abaixo do nível do solo.

 

    

As cavernas de cristais gigantes de Naica – México são um belíssimo exemplo onde fica evidente o ambiente de desmoronamento. Os espeleólogos devem tomar ciência do real perigo que correm se, naquele local, as placas tectônicas sofrerem uma adaptação a novo diâmetro da Terra porque nunca é demais lembrar que as placas tectônicas estão boiando em meio líquido e quente, o manto terrestre, e que devem ter consciência de que no Pacífico está ocorrendo um processo que concorre contra eles, pois o levantamento do leito oceânico do Pacífico devido ao aporte lateral de massa magmática altera a esfericidade causando terremotos. Uma boa analogia para visualizar este fenômeno seria a imagem de um navio muito comprido galgando uma grande e única onda onde a pressão fica aplicada no meio do navio e se este não tiver sido bem construído ele se partirá ao meio como tem ocorrido ocasionalmente.

              Os “sumidouros” que são lugares onde os rios passam, parcial ou totalmente, por cavernas submersas, também são resultado deste processo de adaptação da crosta e são perigosos para todos e especialmente para os canoístas.

No Brasil o risco de terremotos existe e podemos levar em conta o resultado de pesquisa feita pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (IGC/UFMG) e coordenada pelo professor Allaoua Saadi, identificou 48 falhas geológicas principais e algumas secundárias como parte do projeto International Lithosphere Program criado em 1980 e que tem o objetivo de mapear as estruturas tectônicas em atividade para prever catástrofes naturais. A adaptação da crosta é feita por todas as placas.

O desconhecimento do subsolo leva à construção de parte de cidades em cima de cavernas cujo teto pode ruir e engulir as casas, como já tem ocorrido, afinal os caminhões e ônibus fazem o solo trepidar e então é só uma questão de tempo para o desastre ocorrer.

 

Carro caiu em cratera na Crimeia, causando a morte de seis pessoas (Foto: Pavel Rebrov/Reuters)Carro caiu em cratera na Crimeia, causando a morte de seis pessoas (Foto: Pavel Rebrov/Reuters)

 

  Nos EUA existem cerca de 40.000 cavernas conhecidas e estima-se que existam outras 360.000 que não tem abertura por cima para serem visitadas. A caverna Mammoth, apesar dos seus gigantescos 640 km de extensão está sendo alvo da descoberta de novas conexões que adicionam dezenas de km a este complexo, todos os anos.

Um fóssil de morcego (com cerca de 52,5 Ma) foi encontrado em rochas de Wyoming em 2003 e não tinha o sistema de sonar que facilita caçar à noite e principalmente localizar passagens nas escuras e longas cavernas. Os morcegos são usuários das cavernas e há cerca de mil espécies de morcegos que representam um quinto de todas as espécies de mamíferos e esta enorme variedade de morcegos demonstra que cavernas eram um ambiente muito comum há centenas de milhões de anos. Como as cavernas são a imagem do caos por serem resultado da abertura dos cânions, será comum encontrar muito mais fósseis de idades diversas em cavernas em níveis mais baixos. A cada nova abertura do cânion os morcegos que usavam as cavernas eram soterrados para serem fossilizados aos milhares ou milhões de exemplares.

As maiores cavernas marinhas do mundo estão na Nova Zelândia.

Há imensos sistemas de reserva de água doce no mundo utilizando os cânions formados há muitos milhões de anos, mas como muitos têm conexão com o mar, poços de água doce abertos ali, de onde esteja sendo extraída água a um ritmo maior que a reconstituição de seu lençol freático pelas chuvas, poderão apresentar problemas de salinização devido à invasão daquelas águas por águas vindo dos oceanos pelas grandes e extensas rachaduras. É comum abrir poços com mais de 1.000 metros de profundidade para encher piscinas de clubes.

Há muito mais cavernas para ser encontradas do que se imagina. Um lugar bom para se procurar cavernas é abaixo dos canyons e no final de uma serra ou cadeia de montanhas.

Este site tem um mapa das cavernas brasileiras:

http://www.icmbio.gov.br/cecav/projetos-e-atividades/potencialidade-de-ocorrencia-de-cavernas.html

 

Resumindo, o único processo que poderia exercer pressão suficiente para fraturar a crosta, abrindo canyons e formando cavernas, consequentemente, é a adaptação da crosta da Super-Terra a um planeta de menor raio, como é o atual raio da Terra.