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                             A Terra e seu sistema tectônico de placas

Isto é único no sistema solar, uma crosta continental em espessos pedaços, em movimento, cercado por crosta oceânica com cerca de 1/8 de sua espessura.
Há um fenômeno em andamento que é a compressão das placas mais finas por outras mais espessas na região do oceano Pacífico. Como conseqüência destes deslocamentos ocorre o descolamento destas placas que resulta em subida de magma no meio dos oceanos causando cordilheiras meso-oceânicas de quase 70.000 km de extensão.
Planetas rochosos têm uma crosta distribuída por toda a superfície quase com a mesma espessura. A Terra é o único que, atualmente, tem um sistema de placas com espessuras diversas com evidente solução de continuidade.

 

         Explicação do autor:
Para ter a crosta em tantos e espessos pedaços foi preciso algo muito mais duro do que ela.
A crosta continental é formada por pedaços separados que têm densidade de 2,8 g/cm3 em média e flutuam no manto superior que tem densidade de 3,3 g/cm3 apoiado em camadas concêntricas cada vez mais densas até atingir perto de 19 g/cm3 no centro da Terra em uma temperatura próximo de 5000o C.
No site http://earthquake.usgs.gov/research/structure/crust/index.php pode-se ver a diversidade, atual, de espessura dos pedaços da crosta.
Com a repentina perda da maior parte da crosta, o magma ficou exposto e ao ser coberto pela água que desceu dos continentes iniciou-se o processo do endurecimento paulatino do magma, por perda de calor, foi formando a crosta oceânica, do recém formado oceano circundante do Pangea, conhecido como Pantalassa, a partir dos últimos 600 Ma. Assim, há 600 Ma a crosta continental remanescente, a Pangea, tinha cerca de 46 km e a crosta oceânica tinha zero de espessura e após 400 Ma, quando começaram os deslocamentos dos continentes, tinha cerca 3,3 km pois hoje a espessura da crosta oceânica é próxima de 5 km. (figura 13). A fratura das placas basálticas, tal como o esmagamento de placas de gelo provocado pelo avanço de um navio, é fenômeno da compressão das placas oceânicas na região do Pacífico e também do Índico onde as placas continentais comprimem as placas oceânicas, bem mais finas (1/8), dobrando-as em muitos lugares e provocando as fossas oceânicas que geraram a idéia de que a crosta continental entrava por baixo de outra placa e chamaram isto de subdução de placas para explicar o sumiço de 70% da crosta original continental na Teoria Tectônica de Placas.  Este fenômeno de fraturas no leito do Pacífico é facilitado pelo gradativo, mas contínuo levantamento da placas do fundo deste oceano, devido à melhora da esfericidade ou acentuação da curvatura, e que provoca tsunamis, terremotos e vulcanismo. Assim, o tectonismo global é diretamente relacionado ao geodinamismo do interior do planeta.
Para se ter consciência da improbabilidade de haver um sistema tectônico de placas basta examinarmos a superfície de Vênus, que tem a crosta muito fraturada devido à colisão com outro planeta (Terra) e grandes depressões, mas não tem movimento de placas, porque não perdeu parte de sua crosta, sendo assim considerado uma crosta de placa única.