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INTRODUÃO

O objetivo deste trabalho é apresentar, a todos, uma nova teoria que demonstra que o geodinamismo, o tectonismo global, o vulcanismo global e os grandes eventos geofísicos, geológicos e paleontológicos são conseqüências da recuperação, gradual, lenta e inexorável, da esfericidade perdida na colisão da Terra com outro planeta (Vênus) há aproximadamente 600 Ma, na qual ficou com aspecto quase cônico após perder a maior parte de sua massa, da maior parte de sua crosta original e de sua água tornando-se um planeta de menor volume.  Pretende, assim, unificar a Geofísica, a Geologia e a Paleontologia em torno de uma nova teoria unificadora ao substituir a “Teoria Tectônica de Placas”.
O título é surpreendente e aparentemente improvável, mas só um evento assim tão radical poderia ser responsável por tantas conseqüências e oferecer uma explicação simples e unificadora para todas as Geociências. Credito esta descoberta ao fato de ter tido algumas perguntas impertinentes, ter trabalhado como Analista de Sistemas que procura ver os problemas sob enfoque sistêmico, ao conhecimento de Física e de Química, à boa visão espacial, aliados ao acompanhamento constante dos avanços da ciência.

 Eu poderia chamar esta teoria somente de “Um planeta colidiu com a Terra há 600 Ma”, mas seria tão difícil negar as evidências de que Vênus tenha participado de um choque planetário, que devido à convicção que tenho de que é ele o outro planeta envolvido, quero incluí-lo como parceiro de tão importantíssimo episódio, e assim gostaria que esta teoria viesse a ser conhecida como: ”Vênus colidiu com a Terra há 600 Milhões de anos” (VCT600MA) ou simplesmente, (VCT).

Assim, a teoria VCT600MA poderia ser desmembrada em duas: a primeira trataria do dano causado à Terra, na colisão planetária e de sua recuperação e poderia se chamar “Um planeta colidiu com a Terra há 600 Ma” e a segunda trataria da identificação do autor desse dano, utilizando as evidências e de suas implicações e poderia se chamar ”O planeta que colidiu com a Terra há 600 Ma é Vênus”. Afinal, Vênus tem evidências de que colidiu com um astro com crosta, pois tem marcas de atrito e rachaduras de impacto, e essencialmente líquido, pois Vênus tem 80% de sua crosta coberta com magma, principalmente basalto resultante do mergulho no manto do planeta. Se estes dois planetas não fossem parceiros da mesma colisão teria de ter havido duas colisões, pois estes dois tem marcas de colisão astronômica e seus parceiros teriam que ter caído no Sol, devido a órbitas decadentes, para justificar seu desaparecimento. No entanto tivemos sorte de que estes parceiros não caíram no Sol, mas estão se recuperando do impacto há 600 Ma. É muito mais improvável de ter havido duas colisões astronômicas, nesta região do sistema solar, do que uma.

Apesar da imensa perda de massa da Super-Terra não houve perda total, pois estamos bem no que sobrou.
Sabe-se, há muito tempo, que há movimentação dos continentes, mas faltava a clareza para o geodinamismo que não havia sido descoberto porque se desconhecia que a Terra tinha sofrido uma colisão planetária há 600 milhões de anos. Assim, a compreensão do geodinamismo implica na aceitação do aspecto quase cônico da massa restante ou remanescente logo após a colisão que a fez passar por vários formatos devido ao cone ser composto de camadas de densidades diferentes e através da segregação gravimétrica de seus elementos provocou o afastamento radial da África, o centro tectônico, quando a distância até o centro de gravidade ficou menor na beira das placas continentais, somente após 400 milhões de anos, e que provocou o deslizamento para a região da colisão, a área do Pacífico..
Pode-se, então, resumir, à luz da Teoria VCT600MA, o geodinamismo na seguinte frase:

Os grandes eventos geofísicos, geológicos, e paleontológicos são conseqüências da recuperação da esfericidade da Terra perdida na colisão com Vênus, ocorrida há cerca de 600 Milhões de anos quando, então, perdeu a maior parte de sua massa, de sua crosta e de sua água tornando-se um planeta de menor volume ficando, inicialmente, com um aspecto quase cônico, onde a crosta remanescente e fraturada (Pangea) ficou na base e um centro de gravidade fora do centro geométrico devido à heterogeneidade dos elementos que a compõe.
Veja, uma demonstração didática, do funcionamento do geodinamismo utilizando 3 líquidos de densidades diferentes simulando as três camadas principais do manto da Terra. Ver em filme xxxxxxx (em construção)

A demora da descoberta do real mecanismo de deslocamento das Placas Tectônicas se deve, principalmente, ao fato do ser humano estar existindo na Terra num período em que o planeta está com o formato original quase todo recuperado, parecendo, a alguma distância, uma esfera quase perfeita e evitando, assim, a suspeição de que já esteve, há 600Ma, enormemente deformada. No entanto se pudéssemos vê-la, sem a água dos oceanos, constataríamos facilmente que ainda guarda importante e elucidativa depressão, em gradativa diminuição, na região do Pacífico. Além disto, sempre que vemos o globo terrestre, onde se destacam os continentes, temos a sensação de que está faltando o restante da crosta. Realmente está e fica muito evidente quando as agências de notícias colocam em seus estúdios um globo transparente para girar. A crosta continental é relativamente fina, pois representa apenas cerca de 0,72% do raio da Terra e a crosta oceânica é apenas a solidificação da parte superior do manto, o basalto, atualmente coberto por 600 milhões de anos de sedimentos originários da crosta continental. Assim, era muito mais fina relativamente antes da colisão, pois o planeta perdeu muita massa.

 Frequentemente ficamos extasiados com as imagens dos vertiginosos, assustadores e enigmáticos relevos que vemos in loco ou pela televisão e em filmes. Há inúmeras lacunas, a serem preenchidas, não só nas Geociências como também na Astronomia, na Astrobiologia e na Astrofísica, e por causa disto astros longínquos vêm sendo estudados na tentativa de se compreender o que ocorreu e ainda ocorre com o nosso planeta e isto motivou alguns países a enviarem custosas sondas para conseguir pistas. Atualmente há um grande hiato entre a formação geral do planeta Terra e o aparecimento da parte emersa, o super-continente Pangea. As novas descobertas e anomalias encontradas em cada uma das Geociências resultaram na definição de muitas peças que foram usadas na montagem deste imenso quebra-cabeça, aqui abordadas nos capítulos.
Há muito tempo assisti a uma matéria da TV Globo, que mostrava a caverna da Toca da Boa Vista, a maior caverna conhecida do Hemisfério Sul, então com 20 km explorados. Naquela matéria o espeleólogo entrevistado, do Grupo Bambui descobridor da caverna em 1987, afirmava baseado em sua experiência, que como as paredes da caverna não mostravam tendência a estreitamento ele concluía que a caverna deveria ter, pelo menos, um comprimento cinco vezes maior. Naquele momento um grande ponto de interrogação se desenhou na minha mente. O explorador estava certo, pois hoje ela tem 107 km mapeados.
Ao tomar conhecimento da conclusão da Universidade de Cambridge de que, através de um software desenvolvido lá, na qual demonstrou a possível existência, há 600 Ma, do Pangea, um imenso maciço composto de placas tectônicas que encaixavam com perfeição, fiquei durante muito tempo com quatro perguntas impertinentes: 1 – Porque os continentes estavam reunidos formando o Pangea e em determinado momento, este começou a se desintegrar, radialmente a partir da África indo uma parte para o norte, outra para o sul, leste e outra para oeste? 2 - Porque há canyons de enorme extensão? 3 – Porque há milhares de extensas e profundas cavernas? Porque há altíssimas montanhas de magma solidificado e originário do manto?  Porque, aparentemente, estava faltando 70% da crosta original?

Isto me causava estranheza e com estes pontos de interrogação na mente, fiquei pensativo durante muito tempo e repentinamente, em 08 de Julho de 2004, em uma festa de casamento ao luar, obtive um insight que me conduziu à conclusão de que isto só poderia ocorrer se o planeta não fosse perfeitamente esférico e que uma grande depressão associada à perda de massa, incluindo a maior parte da crosta, devido a uma provável colisão com outro astro, explicaria tanto a ausência de 70% da crosta original, o deslocamento radial dos continentes, por deslizamento, quanto a quebra das placas que restaram para se adaptarem a um astro, agora, de menor massa e, consequentemente, de menor diâmetro explicando, assim também, a existência dos grandes canyons, de tão extensas cavernas e das montanhas através da conseqüente e paulatina quebra da crosta fazendo o magma subir entre os pedaços da crosta. Tudo então passou a fazer sentido para mim.
http://www.pesquisa-unificada.com/pesquisas/introducao-ao-metodo-cientifico/ Acessado em 31-1-2012, “A história da ciência está repleta de histórias de cientistas alegando um "lampejo de inspiração", ou um palpite, que então motivou a procurar evidências para apoiar ou refutar a idéia deles.”

Era como a gema de um grande diamante. Precisava ser lapidado, construir suas facetas.
Para ter certeza de que eu havia descoberto algo extraordinário, a primeira investigação foi em busca do ponto de contato com Vênus, encontrado à noite do mesmo dia (08/7/2004), em sites da NASA com imagens de Vênus, dois conjuntos cruzados de linhas paralelas em na região Lakshmi Planum e que representa a área de primeiro contato dos dois planetas e a área Ahrodite Terra que representa o local do grande impacto ou colisão. Em busca de mais evidências, resolvi, então, fazer pesquisa bibliográfica para verificar se isto explicaria outras possíveis e grandes questões pendentes das Geociências, e ao analisar essas possíveis ligações, uma questão se agigantava sobre as demais: como poderia haver, há 600 Ma, um super-continente com aproximadamente 150 milhões de km2 e, passados 400 Ma, suas partes começarem a se separar em um processo que já dura 200 Ma? Porque estes pedaços, com espessura média próxima de 45 km, boiando em um manto líquido, como imensos icebergs, e cercadas por placas mais finas (3,3 km há 200 Ma) do que os atuais 5 km de espessura, começaram a migrar pela superfície de todo o astro, vencendo a resistência destas placas, esmagando-as tal como os navios fazem com o gelo fino, e indo umas para o norte, outras para o sul, leste e oeste? O que fez iniciar esta migração? Após descobrir a provável resposta e confirmar o relacionamento entre as questões percebi que estava diante de algo extraordinário e resolvi desenvolver esta obra que aqui me referirei como Teoria VCT600MA apresentada no livro “Quando Vênus Colidiu com a Terra – O extraordinário evento ocorrido à 600 Milhões de anos que mudou a história da Terra” que se concentra nas conseqüências do evento que separa os primeiros quatro bilhões de anos, conhecidos como período Pré-Cambriano e os mais recentes 600 Ma nos quais houve uma explosão na complexidade dos organismos, também conhecida como Explosão do Cambriano iniciada nos últimos 542 Ma e antecipada pela Fauna Ediacariana, organismos pluricelulares do período Precambriano (Neoproterozoico), que existiu de 600 Ma a 545 Ma atrás, ver mais em: http://global.britannica.com/EBchecked/topic/179126/Ediacara-fauna.
Observei então que todos os grandes eventos geológicos, geofísicos e paleontológicos, mais conhecidos, estão contidos nos últimos 600 Ma.

A data de 600 milhões de anos foi retirada da constatação de que a Terra tinha passado do estado de superfície gelada para super-quente em tempo recorde assinalada pela teoria Snowball Earth de Joseph Kirschvink e Paul Hoffman, muito bem construída, mas que, no entanto, não conseguiu assinalar a fonte de calor que teria elevado, em tempo recorde, a temperatura de 1,4 bilhões de km3 de água ao ponto de evaporação e por isto vem, até agora, sofrendo grandes contestações.  Eles, os autores, estiveram tão próximos de descobrir que a Terra tinha sofrido uma colisão planetária, mas não conseguiram ver. Agora, não sei se ficarão mais felizes, por terem a certeza de que o nome de sua teoria está correto, que frustrados por terem estado tão perto desta minha descoberta. Estou agora informando-os por email. Quero, um dia, conhecê-los pessoalmente para poder abraçá-los.
Uma ressalva: Esta data de 600Ma foi obtida, pelos pesquisadores, ao se aplicar o método U-Pb, decaimento de Urânio em Chumbo, na datação radiométrica de amostras das rochas obtidas pela equipe do Dr. Paul Hoffman. É evidente que se este método ou “relógio radiométrico”, posteriormente, se confirmar falho ou sofrer ajustes com recálculos de datas, deverá apontar para outra data quando, então, teria ocorrido esta colisão planetária e isto implicaria em mudanças nas datas dos outros eventos tais como o levantamento das montanhas, etc.
Observei também que, no desmanche do Pangea, as placas tectônicas não estão à deriva, a esmo, mas sim sendo atraídas, com certo grau de rotação, para um mesmo lugar, o centro do Oceano Pacífico, umas indo no sentido leste, outras no sentido oeste, norte e sul, um lugar ainda muito fundo e em oposição ao centro do Pangea que era a África em movimentos radiais.
Há 4 evidências chave de que houve uma colisão planetária a altíssima velocidade: 1- A ausência de 70% da crosta original, 2 - O geodinamismo com o deslocamento radial dos pedaços de crosta remanescentes, 3 – As fraturas gradativas  do restante da crosta em adaptação a um planeta de menor raio e o 4 – O aumento brusco de temperatura, há 600 Ma, devido à perda de grande parte da crosta original que colocou as águas remanescentes em contato direto com o manto e assim provocou o inicio do período Cambriano ou Explosão do Cambriano.

 Após eleger Vênus como principal suspeito, investiguei a possibilidade deste acidente espacial para recolher as evidências de um encontro entre os dois, consultando sites da NASA, pois eu sabia o que estava procurando: o local do primeiro ponto de contato teria que ser uma grande área de atrito, provocado pela soma das velocidades de rotação dos dois planetas, com evidências de compressão e examinando as imagens detalhadas, enviadas pela sonda (Magellan) que usou radar para vencer a espessa atmosfera de Vênus, consegui localizá-lo e foi um golpe de imensa sorte constatar que ele existe; dois conjuntos, cruzados, de linhas paralelas em uma área da superfície em Lakshmi Region e que não estava encoberto de lava como a maior parte de sua superfície, pois devido à rotação do planeta, esta região ficou a salvo do banho de lava que este planeta tomou quando entrou no manto da Terra pois ficou 80% coberto de magma. Esta área é uma das principais peças do imenso quebra-cabeça e ainda está lá, visível, a 40 milhões de km de distância e por isto tem ficado fora dele e foi apelidada de graph paper, devido à sua limpeza, contendo dois conjuntos cruzados de linhas paralelas, uma curiosa imagem e única no sistema solar, mostrando uma área de 80 km de comprimento por 37 km de largura com dois grupos cruzando-se em ângulo de 90º entre si, foi captada em 17 Setembro de 1990 e enviada pelo radar Magellan e que pode ser vista consultando os sites da NASA: http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA00085, http://pds.jpl.nasa.gov/planets/captions/venus/xcut.htm ou http://history.nasa.gov/JPL-93-24/ch8.htm.  As linhas mais brilhantes e irregulares estão quase paralelas à linha do equador enquanto as linhas das rachaduras estão quase paralelas ao eixo. Este tipo de terreno, em Vênus, é único em todo o sistema solar, como divulgado pela NASA, mas estas linhas foram interpretadas, equivocadamente, como resultado de atividade sísmica e não conseguiram ver que se tratava de ponto de contato de colisão astronômica. Na verdade ela é o ponto de contato entre Vênus e a Terra, onde os dois planetas tinham o mesmo sentido de rotação, mas as duas superfícies, no momento se tocarem, estavam em sentido contrário. Isto é a evidência irrefutável de atrito e colisão deste planeta com um corpo esférico de gigantescas proporções. Esta área, divulgada pela NASA, é uma parte da área total de atrito que deve ter um formado em V e poderá ser vista quando a NASA publicá-la integralmente. Ver mais em (Evidências em Vênus).
O ponto do cruzamento das órbitas e consequentemente da colisão, na órbita anterior da Terra, virá a ser calculado quando for determinado o volume de massa perdida. Atualmente a órbita da Terra tem pouca excentricidade (2%) e a alteração da grande excentricidade da órbita de Vênus, que possibilitava o cruzamento das órbitas, se deve tanto à perda de energia cinética quando pelo arrasto lateral exercido pela inércia da massa da Terra em órbita de menor excentricidade. A colisão ocorreu quando Vênus estava se afastando do Sol e empurrou ou deslocou a massa restante da Terra para a órbita onde estava a Lua que tinha status de pequeno planeta até à chegada deste planeta que a capturou e converteu em seu satélite.
Se a colisão tivesse ocorrido quando da volta de Vênus para o periélio, os dois planetas teriam entrado em órbitas decadentes e caído no Sol.

 

A quantidade de energia envolvida no processo de arrancar cerca de 70% da crosta da Terra e de sua massa, espalhando-a no Sistema Solar, somada à grande mudança de órbita e à despendida no deslocamento das placas tectônicas por dezenas de milhares de km e no levantamento das montanhas ao redor do mundo nos dá uma idéia de sua ordem de grandeza. Devemos considerar que os continentes representam 30% da atual crosta da Terra e portanto a perda de crosta do planeta anterior foi relativamente maior porque o planeta Terra era muitas vezes maior. Assim, só algo extraordinário estaria à altura de tais eventos.
Alguma resistência, temporária, à aceitação desta teoria deverá ser motivada pela atual concepção que ainda existe quanto à formação do sistema solar e será necessário desconstruir seu arcabouço teórico.
Se é óbvio que está faltando 70% da crosta original de 46 km de espessura e que só uma colisão com grande astro poderia ser responsável por tão grande estrago, é óbvio que para isto foi necessário que existisse a possibilidade de cruzamento de suas órbitas. Assim, na busca por evidências de que pudesse ter existido um astro que cruzava a órbita de outro, em um tempo remoto, descobri a existência de estudos avançados, de vários astrofísicos, sobre a formação das estrelas. Já foram descobertos alguns fenômenos tais como “jatos liberados pelas protoestrelas - estrelas em formação – que viajam a uma velocidade próxima dos 400 quilômetros por segundo. "Os jatos carregam as impressões digitais de embriões de estrelas", "À medida que desvendamos seus enigmas, conseguimos entender melhor como as estrelas se formam." afirma Elisabete de Gouveia Dal Pino, uma das coordenadoras de uma equipe do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), que há dez anos vem estudando a origem, o comportamento e as peculiaridades desses objetos celestes. O grupo da USP concentra-se no estudo dos jatos de protoestrelas por uma razão básica: esse tipo de jato é bastante comum em regiões vizinhas de formações de estrelas, dentro de nossa própria galáxia.”, extraído de http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=2204&bd=1&pg=1&lg=, Julho 2003; de Gouveia Dal Pino, Elisabete M., “Astrophysical Jets and Outflows”, 2005, http://arxiv.org/ftp/astro-ph/papers/0406/0406319.pdf. As constatações desta pesquisadora brasileira vem de encontro ao que é defendido nesta obra. Assim, não podemos descartar a possibilidade de que o astro que colidiu com a Terra, Vênus, tenha sido formado a partir de um ou alguns desses imensos e velocíssimos jatos de gases e que passou a ter uma condensação análoga aos outros planetas do sistema solar ficando no entanto com uma órbita que descrevia uma elípse alongada ou de grande excentricidade e que cruzaria a órbita da Terra embora seus planos estivessem fazendo, muito provavelmente, um ângulo entre si, e a salvo de perder velocidade com outros choques, temporariamente. Isto porque os astros tendem, devido à atração gravitacional, a formar um disco orbital porque eles exercem força gravitacional entre si e assim tendem a aproximar seu plano orbital do disco orbital médio, que tem a maior massa, obviamente. Outra possibilidade é que o Sol tenha sofrido um choque estelar.
Além disto temos os trabalhos de Eric Becklin (UCLA) e Andrea Mia Ghez (UCLA) que detectaram estrelas com órbitas de grande excentricidade no núcleo da Via Lactea próximo a um imenso buraco negro quando de seus estudos sobre buracos negros mostrados em http://myhero.com/go/hero.asp?hero=A_M_Ghez_06
Portanto constatamos que no sistema solar há objetos com grande excentricidade tais como o cometa Halley que tem e= 0,96, altamente excêntrica como todos os cometas. Por enquanto este cometa ainda tem órbita inclinada de 18 graus em relação ao plano da eclíptica e passa entre Mercúrio e Vênus e se estende além da órbita de Netuno, mas devido à atração gravitacional constante dos planetas do sistema solar, ele tende a ter sua órbita coincidindo com a eclíptica e entrará em condições de se chocar com qualquer dos planetas de Vênus a Netuno, se ainda não tiver desaparecido devido à perda de massa a cada passagem perto do Sol.
No universo temos sistemas planetários extra-solares em estágios diferentes e recentemente foi descoberto um exoplaneta com uma órbita incomum, acentuadamente elíptica, em torno de uma estrela gigante vermelha.
“Segundo Andrzej Niedzielski, co-autor do estudo da Nicolaus Copernicus University em Torun, na Polônia, órbitas com tal configuração não são comuns nos sistemas planetários formados em torno de estrelas antigas. 'Na verdade, a órbita desse planeta em torno da BD 48 740 é a mais elíptica já detectada até agora', disse Niedzielski.”. Extraído do: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/planeta-engolido-por-estrela-alimenta-hipoteses-sobre-possivel-fim-da-terra.html, em 22-8-2012.

O Sol é uma estrela que contém 99.86% da massa total do Sistema Solar e como os restantes 0,14% da massa do sistema estão distribuídos pelos planetas e seus satélites, é bem provável que pudesse ter havido um astro, Vênus, com uma órbita de excentricidade superior a 0.7, que cruzaria a órbita da Terra até 600 Ma atrás.

 Há astros com o Sedna com grande excentricidade 0,8 e o asteróide 1999 TD10, com elevadísima excentricidade orbital (próxima a 0,9).

Esta é mais uma evidência de que o sistema solar,até 600 Milhões de anos, teria uma organização diferente do que tem hoje. Isto desencadeará posteriores estudos dos Astrônomos e Astrofísicos sobre a real origem do sistema solar.