Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 

 

 

Explicação:

Vulcões começam a se formar, na fase de protoplaneta em que a superfície está ainda borbulhante, mas já começa a se formar uma fina crosta seguindo o princípio da horizontalidade das escórias de qualquer corpo em fusão. Os vulcões começam como largas caldeiras com a ebulição da parte superior do magma, mas à medida que a crosta vai se consolidando vão sendo formadas chaminés de diâmetros diversos usadas para saida de alguns elementos devido à cada vez menor ebulição e cinzas e também para dissipação de calor. A vulcões assim formados chamo-os de vulcões originais ou primários porque o início de sua formação ocorreu quando a crosta também estava se originando.  Este é o caso deste vulcão, de 2 km de diâmetro, encontrado pelo professor Caetano

Na África há uma formação geológica curiosa, envolta em grande mistério, que pode ser um desses vulcões originais e fazia parte do sistema de caldeiras vulcânicas.

Olho da África'

A formação geológica tem cerca de 50 km de diâmetro e tem chamado a atenção dos astronautas - Divulgação/NASA

http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/nasa-fotografa-o-olho-da-africa-visto-do-espaco

 

As características dos vulcões originais ou primários (tipo caldeira) resultado da formação da crosta da Terra, comparado com outros planetas tais como Marte, é que a Terra tinha grande volume de água sobre a crosta e esta não deixava com seus movimentos de ebulição não deixavam os óxidos de silício (silicatos) e de outros elementos se acumularem perto da boca dos vulcões espalhando-os pela superfície do planeta.

Assim, não seria possível gerar vulcões originais tais como os de Marte, composto de cinzas acumuladas, pois aqui o processo da formação dos vulcões foi diferente devido à ausência de água e assim houve acumulo, próximo à boca, de material leve, cinzas finas, que sairam e vai se depositaram formando cones imensos, por exemplo, que são, em volume, maiores que os maiores e secundários da Terra, tendo como exemplo o Olympus Mons, que tem 25 km de altura e um diâmetro próximo de 600 km além de muitos outros como os do pólo norte de Marte onde existem, estimadamente, cerca de 50 a 100 cones vulcânicos em uma área de cerca de 1 milhão de km². Estes cones são formados por cinzas de cristais de silício ao longo da vida do planeta. No caso do Olympus Mons provavelmente há uma parceria ou ligação com outro vulcão próximo através do qual entraria ar e chegaria à chaminé principal formando uma corrente ascendente que transporta as partículas que logo depois caem em volta do vulcão. Isto poderá vir a ser confirmado pela NASA com suas sondas. Assim, com a passagem de ar abaixo da crosta em equilíbrio e auto sustentada os vulcões menores pararam seu crescimento de cinzas e passaram servir de entrada de ar para que a chaminé do Olympus Mons continuasse a canalizar os cristais de silício para fora depositando-os para formar a imensa montanha. O processo deve ser este, pois a altura é muito grande (80 km de espessura da crosta somados aos 25 km da altura do cone) para possa haver outro processo para que isto ocorra. Assim, a boca do vulcão está a, aproximadamente, 105 km da superfície do magma.

Quando da formação de um planeta, à medida que a superfície do astro vai perdendo temperatura e massa através da ebuliçao, vai sendo formada uma crosta composta camadas solidificadas e arrumadas de acordo com sua densidade. Enquanto a espessura da crosta é fina, em relação ao diâmetro, as camadas vão descendo, atraídas pela gravidade, comprimindo-se lateralmente e enrugando-se para acompanhar a diminuição do diâmetro do manto, que as apóia. Quando a crosta atinge grande espessura, passa a auto sustentar-se acima da parte líquida vencendo a força da gravidade e devido ao seu formato esférico, possibilitará que a esfera líquida e interior fique solta se o manto continuar a liberar massa através de correntes de cinza composta de finíssimos cistais. Com uma espessura próxima de 80 km, a crosta torna-se muito difícil de ser quebrada, deixa de exercer pressão sobre o manto do planeta havendo, provavelmente, entre eles, uma camada gasosa e isto gera as condições de formação de uma nova crosta interna. No super impacto que fez descer um imenso pedaço de crosta, como um gomo de uma laranja, que formou o Valles Marineris, um cânion de 3.500 km de comprimento por 200 km de largura e 11 km de profundidade. Este pedaço não afundou mais no manto de Marte porque há um grau de flutuação, parecido com o da Terra (15%), e o empuxo manteve-o naquele nível. Assim, 15% de 80 km são 12 km. O manto deslocado provavelmente encheu muitos dos vulcões com magma e os fechou devido à solidificação deste magma estancando, assim, o processo de crescimento do Olympus Mons pelo aporte de ar que entrava pelos vulcões menores e próximos sugado pela longa torre de 105 km de altura. (A comprovação disto poderá render um doutorado a quem confirmar que o cone do Olympus Mons é composto apenas de cristais de silício) conforme afirmação desta teoria.

 

                        No caso da Terra, os pedaços da crosta remanescentes da colisão acabaram flutuando no manto que posteriormente resultou na formação do atuais vulcões devido ao escoamento do magma provocado pela variação da esfericidade do astro forçando a quebra das placas. Isto continuará a ocorrer até que a esfericidade ideal seja atingida. Devemos lembrar que a atual crosta continental pertencia a um astro que tinha um diâmetro muito maior do que o de hoje e que pode vir a ser calculado levando em conta a abertura superior de um canion bem preservado, no interior de continente.

É preciso introduzir, aqui, um novo conceito que é a “Linha do Magma” que ajudará a compreender o fenômeno Vulcanismo.

 

Fig. formação de montanhas, canyons e vulcões

 

A linha do magma é uma linha imaginária e corresponde, analogamente, à linha de água de uma embarcação, não a que o construtor desenhou, mas aquela momentânea, em função da carga. Se fizermos um furo no centro da embarcação e ali colocarmos, perpendicularmente, um tubo com um comprimento terminando pouco acima do nível da momentânea linha de água, ao colocarmos a embarcação na água, verificaremos que água subirá pelo tubo e parará antes de chegar à boca. Este princípio é usado por alguns modelos de barcos à vela de competição, na construção do encaixe da bolina móvel, no centro do barco tornando-a retrátil, para poderem passar por lugares rasos ou para poder puxá-lo para a praia arrastando-o pela areia. A boca do encaixe fica acima da linha de água, que dentro do barco é uma linha imaginária, e assim a água não sobe além da boca evitando que entre água no barco.

Analogamente, se tivermos uma pedra de granito, plana, com um furo trespassante, em qualquer parte dela e a colocarmos sobre ferro ou chumbo em estado de fusão, a pedra ficará flutuando e o ferro líquido, subirá pelo furo, somente até ao nível do restante do líquido em relação à face superior da pedra.

 

Antes da colisão o planeta Terra era perfeitamente esférico, a linha do magma ficava abaixo de toda crosta e coincidia com o nível do manto e ela era também perfeitamente esférica e auto sustentada como a casca de um ovo.  Depois da colisão os pedaços da crosta ou placas remanescentes afundaram no manto até ficarem em equilíbrio em função de grau de flutuabilidade.

A linha do magma é, pois uma linha dinâmica em função do dinamismo da Terra na recuperação de sua esfericidade e como o que restou do planeta, essencialmente líquido, variou entre o aspecto cônico e o formato atual, quase esférico, a linha do magma também vem variando ao longo dos últimos 600 Ma. Assim, a curvatura ideal do manto é determinante para a compreensão desde conceito. A linha do magma, nos continentes, está relativamente próxima da superfície, a 7 km em média, pois a diferença de densidade entre a crosta (2,8 g/cm3) e a camada superior do manto (3,3 g/cm3) é pequena que corresponde a 15% de flutuação da crosta. Como as placas tectônicas são rígidas, de imensa extensão e espessura variável, a linha do magma também está ao alcance a profundidades diversas a partir da superfície da crosta.

Nesta analogia, fica evidente a concavidade da região do vulcão ou que, principalmente, ali a curvatura da superfície das placas está abaixo da linha ideal de tangência do manto forçando a saída de lava. Assim, também se a placa acomodou-se de tal forma que a posição da linha do magma tenha baixado, o vulcão existente naquela região deixará de ser ativo e no máximo fará sair gases e/ou cinzas conhecido na Vulcanologia como vulcanismo atenuado. As grossas placas da quando de sua luta para chegar ao centro da concavidade comprimem as mais finas e este aporte de massa provoca saída de magma nos vulcões do Hawaii e outros do Pacífico e à medida que a esfericidade melhora os pedaços da crosta têm que se adaptarem e alguns outros vulcões, em lugares diversos do planeta, são obrigados a deixar sair magma gerando a certeza de que entraram em atividade. Assim, devido ao mínimo balanço das placas, os vulcões são válvulas de escape de imensas saídas de magma.

O planeta não tem pontos demasiadamente quentes, pois ele é todo muito quente por dentro e o magma pode sair por qualquer rachadura na crosta se for o caminho mais fácil.  Na verdade, estes vulcões, do Hawaii, foram formados quando da abertura de uns cânions submarinos com levantamento de pedaços da crosta e nunca mais fecharam porque o aporte de magma é contínuo. Este processo, naquela região, começou quando da formação da crosta oceânica com o magma fraturando-a e irrompendo através dela. Devemos chamá-los de vulcões pós-colisão. No processo de recuperação da esfericidade os vulcões cresceram, em altura, até atingirem a imaginária linha do magma da região, naquela época.

 O Mauna Loa, por exemplo, tem 9000 m de altura acima do fundo do oceano e 120 km de diâmetro e à medida que o fundo do Pacífico ia levantando acelerava a emersão deste vulcão. Estes vulcões atuam como válvula de escape por onde vaza lava constantemente como se estivesse sendo espremida, diminuindo a pressão, em baixo da placa do Pacífico. Neste processo há uma transferência de massa da parte interna para a externa causando um pequeno esvaziamento. Isto facilita a chegada das grandes placas no círculo do fogo que o faz ficar cada vez menor e também subir gradativamente o fundo do oceano. Quando o aporte de magma é grande e a vazão, por estes vulcões, não é suficiente por estarem parcialmente fechados, ocorrem rachaduras na crosta como ocorreu em 1955 no vilarejo de Kapoho. Em uma das últimas erupções do Kilauea a ilha do Havaí foi acrescida de 121 Hectômetros quadrados. Parece que tem um suprimento, sem fim, de magma.

 

https://www.google.com.br/search?q=volcanoes&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=doZIUeiUM8Pl0gGuj4HYAw&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1468&bih=867#hl=pt-BR&tbm=isch&sa=1&q=volcanoes+hawaii&oq=volcanoes+hawaii&gs_l=img.3..0i19j0i5i19.20749.28307.0.28820.9.9.0.0.0.0.251.1582.2j1j6.9.0...0.0...1c.1.6.img.rQc4aPODw04&bav=on.2,or.r_qf.&bvm=bv.43828540,d.dmQ&fp=e66ed5fcf2f7652b&biw=1468&bih=867

 

https://www.google.com.br/search?q=volcanoes&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=doZIUeiUM8Pl0gGuj4HYAw&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1468&bih=867#hl=pt-BR&tbm=isch&sa=1&q=volcanoes+iceland&oq=volcanoes+ic&gs_l=img.1.0.0i19.135842.144419.2.148411.14.11.3.0.0.1.344.2217.3j0j6j2.11.0...0.0...1c.1.6.img.JLBB_d2Y_jk&bav=on.2,or.r_qf.&bvm=bv.43828540,d.dmQ&fp=e66ed5fcf2f7652b&biw=1468&bih=867

 

A saída quase constante de magma pelos vulcões do Havaí, evidencia que suas bocas ainda estão abaixo da linha do magma e que há aporte de magma para a região. Enquanto eles estavam embaixo da superfície do oceano, foram crescendo em altura, como a torre de um castelo, devido ao esfriamento produzido pela água, mas agora a lava corre lateralmente e com grande fluidez, como um derrame de magma, e não os deixa crescer tão rapidamente.

O vulcanismo diário poderá ser acompanhada pelo site:

http://www.volcano-news.com/erupting_volcanoes.html

 

O vulcanismo é proporcional à variação da inclinação e dimensão das placas envolvidas e que deslocam o magma e uma leve inclinação de uma extensa placa desloca algum volume de manto que em muitos casos fazem nascer ilhas ou reativam vulcões que se localizam em fissuras não consolidadas.

 

Erupção fissural na Islândia

                  Vulcão fissural ou secundário resultante da adaptação da crosta.

 

  Quando ocorre o aporte de magma para aquela região conduzido pelo balançar imperceptível de uma grande placa continental a pressão do magma abre caminho através do material erodido quando estava inativo e poderão se sentir pequenos sismos na região do vulcão. Estes sismos deverão ser interpretados como uma provável erupção do vulcão cuja potência de explosão vai depender do volume deslocado para ali, naquele momento e se há água acumulada na chaminé do vulcão e também se o subsolo da montanha está úmido. Quando a câmara do vulcão tem mais volume que o magma que chegou, pode apenas fumegar, se houver saída para os gases, principalmente vapor dágua originário da chuva ou de infiltrações na montanha, que estão sendo comprimidos, mas pode não entrar em erupção porque isto depende do volume de magma aportado. As placas variam lentamente sua flutuação e utiliza os vulcões como locais onde o magma sobe e desce dando a impressão de que “acordaram”. Se ele está inativo há dezenas e principalmente centenas de anos, a erosão interna o fechou bem e o volume de magma que está chegando é maior que a câmara, o provável é que o magma comprimirá o ar até explodir porque não há como resistir, pois o magma é incompressível e abrirá caminho nem que seja rachando a montanha tal como ocorreu, por exemplo, na erupção do vulcão Pelée, na Martinica, quando depois de saída de certa quantidade de magma, surpreendentemente o cone vulcânico rachou devido ao volume demasiado.

Os vulcões situados na junção de três ou quatro placas provavelmente são vulcões violentos devido a esta concentração da saída de magma principalmente se o vulcão está inativo há muito tempo e sua câmara está com água infiltrada do mar ou das chuvas.

A Indonésia é bem elucidativa, pois está localizada na linha do equador na junção de três placas tectônicas, tem cadeias de montanhas, mais de 17.000 ilhas, tem o maior número de vulcões, onde 220 vulcões ativos e mais de cem considerados extintos. Por outro lado, se uma placa ou parte dela é suspensa, um vulcão nela existente poderá ser desativado mesmo que temporariamente.

Há uma outra razão para que ocorram explosões de efeito pirotécnico. Quando a subida de magma tem um volume tal que esgote a camada de Silício, naquele local, poderá subir a camada de Fósforo que fica na camada seguinte e explodirá, em contato com o oxigênio, quando a pressão permitir, pois sua temperatura de ebulição, nas CNTP, é de 280º C. Este fenômeno pode dar origem a depósitos de Fósforo se sua saída se der em condições especiais para que não ocorra a queima total, muito provavelmente sob o solo, tais como atestam as minas na Flórida e em Idaho e/ou sob a água e temos como bom exemplo as ilhas magmáticas de Nauru, Banaba eMakatea. Nauru tem cerca de 21 km2 e tinha uma reserva inicial de 80 milhões de toneladas de fosfato.

Analogamente temos reservas minerais de enxofre em muitos lugares de origem vulcânica e podemos ver, atualmente, seu acúmulo em vulcões de Java tais como o Kawah Ijen e o Gunung Welirang, sobre os quais há muitas imagens e vídeos. O enxofre sai porque é a camada da vez ou mais próxima, naquele local, condensa-se e é retirado pela população para a venda.

 

          O vulcanismo atualmente é bem menor porque a convexividade da crosta atingiu a curvatura próxima da ideal para o planeta formado com o que restou da Super-Terra.