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A ORIGEM DA PRECESSÃO DO PERIÉLIO DE MERCÚRIO

 

JOSÉ  MANUEL  FERNANDES  MÔÇA

E.mail: fmoca@globo.com
www.venusterra.com.br

 

Rio de Janeiro

 

                                                                     2015

 

 

Quando discordamos inicial e frontalmente de uma afirmativa tendemos a não ficar atentos às justificativas ou quando discordamos inicialmente de uma conclusão deixamos de ter interesse pela explicação.

 

 

 

RESUMO

          É mostrado que a precessão do periélio de Mercúrio pode ser explicada pela cessação da influência gravitacional de Vênus, quando este passava entre Mercúrio e o Sol até 600 milhões de anos atrás e não mais voltou por ter colidido com a Terra, quando se dirigia para seu afélio. Isto porque Vênus tinha uma órbita de alta excentricidade e conseqüentemente de alta velocidade, fez a Terra perder enorme quantidade de massa e empurrou o restante da massa da Terra para sua órbita atual e Vênus ficou próximo à antiga órbita da Terra. Em adição a esta perturbação gravitacional, exercida sobre a órbita de Mercúrio, havia a influência gravitacional da Terra, que estava em uma órbita próxima da atual de Vênus e tinha um volume muitas vezes maior que o atual, antes da colisão. Vênus é um planeta real e é o tão procurado “Vulcan the hypothetical planet”, que demorou a ser encontrado porque está longe do seu lugar de procura, o interior da órbita de Mercúrio, conforme correta previsão de Urbain Le Verrier.  Não havia na época dele evidências de que seria Vênus, pois isto só foi possível com a montagem do imenso quebra-cabeça resolvido pela teoria VCT600MA ou VCT defendida no livro deste mesmo autor “Quando Vênus colidiu com a Terra – O extraordinário evento ocorrido há 600 milhões de anos que mudou a história da Terra”.

 

ABSTRACT

        It is shown that the precession of Mercury’s perihelion can be explained by the termination of the gravitational influence of Venus when it passing between Mercury and the Sun, until 600 million years ago and not returned because it collided with Earth, as it headed to its aphelion. This because Venus had a high-eccentricity orbit and consequently of a high speed, it made the Earth lose huge amount of mass and pushed the rest of Earth's mass to its current orbit and Venus stay near to Earth’s old orbit. In addition to this gravitational disturbance, exerted on Mercury’s orbit, had the gravitational influence of Earth, which was in a near orbit of Venus’ current orbit and had a volume of many times greater than the current, before the collision. Venus is a real planet and it is the so sought "Vulcan the planet hypothetical," which delayed to be found because now is far of his place of search, inside the Mercury’s orbit, as correct prediction of Urbain Le Verrier. There was no evidence that it would be Venus at that time, as this was only possible with the assembly of the immense puzzle solved by VCT600MA or VCT theory defense in a book of the same author "When Venus collided with Earth - The extraordinary event that occurred 600 million years ago that changed the history of Earth."

 

      
Palavras Chave: precessão, periélio, Mercúrio, Relatividade Geral, colisão astronômica, Vênus, Terra, Lua, basalto, Ocean of Storms, Le Verrier, Isaac Newton, Einstein, Mercury’s orbit, geodinâmica, sistema solar, gravidade, leis da gravitação, constante gravitacional, VCT600MA, VCT, Lakshmi Planum, Aphrodite Terra, Oceano Global.

 

 

INTRODUÇÃO

         O objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta para o esclarecimento da precessão do periélio de Mercúrio que estava sem uma explicação de fácil compreensão.
Esta anômala órbita de Mercúrio, onde o periélio está sempre em um ponto diferente ou adiante da translação anterior que faz seu eixo orbital deslocar e que parece descrever o movimento de um bambolê em volta do Sol, foi anunciada por Urbain Jean Joseph Le Verrier (6), um matemático, astrônomo e diretor do Observatório de Paris, em 1859 e vem se mantendo como um fenômeno inexplicável, na sua totalidade, com base nas leis da Gravitação Universal de Isaac Newton, as quais vêm funcionando muito bem há 300 anos e haviam ajudado Le Verrier a detectar a existência de Netuno, mesmo sem tê-lo visto, apenas pelas alterações na órbita de Urano, pois os planetas perturbam-se mutuamente, mas nos movimentos sucessivos as alterações se anulam. A precessão das órbitas é prevista pelas leis do movimento de Isaac Newton e os astrônomos mapearam o movimento de todos os planetas, de acordo com as previsões com base nessas leis da gravitação exceto um, a órbita de Mercúrio. Isto contraria o que se sabe sobre a mecânica newtoniana, pois segundo ela, as órbitas dos planetas deveriam ser sempre elipses fechadas, com o sol situado em um dos focos e os eixos apontando sempre as mesmas direções do espaço.

Precession of Mercury
http://ase.tufts.edu/cosmos/view_picture.asp?id=1096

        Após anunciar a precessão do periélio de Mercúrio, Le Verrier procurou exaustivamente por um planeta, que chamou de Vulcan ou Vulcano (9), pois segundo sua convicção estaria na parte interna da órbita de Mercúrio causando anomalias em sua órbita. Muitos astrônomos também procuraram por qualquer massa naquela região, mas em vão. Não lhes ocorreu que essa massa, um planeta, poderia ter se envolvido em uma colisão planetária fora dali e assim ali não mais estava, mas deixou para sempre um último efeito que Mercúrio, sozinho, não conseguiria anular.
A ausência de massa, entre Mercúrio e o Sol, para justificar a existência da precessão do eixo da órbita de Mercúrio lembra Carl Sagan quando afirmou que "A ausência de evidências não é evidência de ausência" e que “afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”.
Para a real compreensão é necessário a aceitação de que um evento extraordinário tenha ocorrido tal como uma colisão astronômica. Os argumentos para esta nova visão estão fundamentados nas descobertas do mesmo autor e contidas na sua obra “Quando Vênus Colidiu com a Terra – O extraordinário evento ocorrido há 600 milhões de anos que mudou a história da Terra” (1) e que defende que até cerca de 600 milhões de anos atrás Vênus tinha uma órbita de alta excentricidade que o obrigava a passar entre Sol  e Mercúrio. Assim, a hipótese defendida aqui é que a causa da precessão do eixo da órbita de Mercúrio é devido à cessação da influência gravitacional de Vênus devido a não ter voltado a passar entre Mercúrio e o Sol, por ter colidido com a Terra e também somado à diminuição, instantânea, da influência gravitacional por diminuição de massa na órbita que já foi ocupada pela Terra e que hoje é de Vênus. A diminuição de massa foi muito grande porque a Terra tinha um volume próximo de 17 vezes maior que o atual até a colisão astronômica.

 DESENVOLVIMENTO
Le Verrier, após a análise de observações cronometradas, disponíveis, de trânsitos de Mercúrio sobre o disco solar 1697-1848, anunciou em 1859 a anômala precessão do periélio de Mercúrio, cuja órbita é elíptica, mas roda em torno do ponto focal (o Sol), que vem se mantendo como um fenômeno inexplicável, na sua totalidade, com base nas leis da Gravitação Universal de Isaac Newton, as quais vêm funcionando muito bem há 300 anos e haviam ajudado Le Verrier a detectar a existência de Netuno, mesmo sem tê-lo visto, apenas pelas alterações na órbita de Urano, pois os planetas perturbam-se mutuamente, em suas órbitas. Le Verrier deu seus cálculos para o astrônomo Johann Galle Gottried no Observatório de Berlim que, com eles, foi capaz de observar o planeta em menos de uma hora. John Couch Adams, um matemático inglês, também havia feito o mesmo à mesma época. Como conseqüência, Le Verrier e Adams compartilharam a honra como descobridores de Netuno. Esta descoberta consolidava as Leis de Newton (mecânica newtoniana) como leis universais.
A precessão das órbitas de todos os planetas, exceto para Mercúrio pode, de fato, ser entendida pelas leis de Newton, mas Mercúrio parecia ser uma exceção ou anomalia. Boa parte desta precessão, tal como o de um bambolê em volta do Sol, pode ser explicada pelas perturbações devido aos outros planetas, no entanto, após cálculos, sobram 43''/século ou translação que não são explicados. Devido a isto, Le Verrier formulou a hipótese de que a precessão do periélio de Mercúrio seria devido à presença de um planeta desconhecido, denominado de “Vulcan’’ ou de alguns asteróides que estariam na parte interna da órbita de Mercúrio”. Assim, outros astrônomos também, durante muito tempo buscaram freneticamente esse planeta e assumiram que haveria um campo de asteróides ou um campo enorme de poeira perto Mercúrio. Isso acrescentaria um pouco de massa extra para as equações e explicar sua precessão, mas nada foi encontrado apesar dos avanços em instrumentos de observação. Le Verrier estava tão confiante e encontrar o de tal corpo que uma observação de um objeto escuro em trânsito, feita por Lescarbault em 26 Mar 1859, que o fez acreditar ser o objeto que sua teoria indicava. Le Verrier também achava provável que outro trânsito do mesmo objeto seria visto em março de 1877. Nada disso, entretanto, foi testemunhado e a explicação da mudança na órbita de Mercúrio foi adiada.  Observar um planeta dentro da órbita de Mercúrio seria extremamente difícil, já que o telescópio deve ser apontado muito perto do Sol. Além disso, um erro em apontar o telescópio pode resultar em danos para os olhos do observador. A enorme quantidade de luz presente mesmo longe do Sol pode produzir reflexões falsas dentro da ótica, enganando, assim, o observador para ver coisas que não existem.
Le Verrier morreu, em 1877, convencido de ter descoberto outro planeta. Os astrônomos estavam, corretamente, procurando por objetos, mas depois de muitos anos de pesquisa ficaram em dúvida, seriamente, sobre a existência do planeta porque ele nunca foi encontrado e com a perda de seu principal defensor, a busca de Vulcan diminuiu.
Albert Einstein viu a diferença observada, para precessão de Mercúrio,  entre a observação e a teoria newtoniana como uma oportunidade para um possível teste no início de sua teoria da Relatividade Geral (R.G.). Ele foi incentivado e quase instado por seu amigo astrofísico e parceiro na teoria da relatividade, Sir Arthur Stanley Eddington e publicou, em 1917, um trabalho no qual apresentava a “solução” desse problema e assim acenava para o fim do mistério. Em sua teoria R.G., afirmou que a massa deforma o espaço e que esta deformação não afeta visivelmente planetas longe do sol, mas Mercúrio estava tão perto que sua precessão estranha era visível, pois seu ano ou translação é muito próximo de 88 dias. Este argumento influenciou as pessoas a desistirem da procura do planeta e foi um poderoso fator motivador da adoção da relatividade geral. Assim, a procura terminou devido ao prestígio de Einstein e alguns chegaram a pensar que Newton estava errado.
Em 1915, a teoria da relatividade de Einstein, uma abordagem completamente diferente para entender a gravidade do que a mecânica clássica resolveu o problema. [1] suas equações previam exatamente a quantidade observada de avanço do periélio de Mercúrio sem qualquer recurso para a existência de um hipotético Vulcan. A nova teoria modificou as órbitas previstas de todos os planetas, mas a magnitude das diferenças de teoria newtoniana diminui rapidamente à medida que se fica mais longe do Sol. Além disso, a órbita bastante excêntrica de Mercúrio torna muito mais fácil de detectar a mudança do periélio do que é o caso das órbitas quase circulares de Vênus e Terra.”  “Na correção relativística, a velocidade angular aparece ao cubo, sendo dividida pelo quadrado da velocidade da luz; por causa disto este efeito é significativo apenas para Mercúrio. Assim, a precessão do periélio de Mercúrio é considerada como a primeira confirmação experimental da Relatividade Geral.”. (2)
Einstein afirmou que a relatividade geral concorda em estreita colaboração com o valor observado de mudança periélio e assim, com a aceitação da Teoria daRelatividade Geral, a precessão do periélio da órbita da Terra ficou com 3.84” de arco/século e a de Vênus com 8.62". Por isto pensa-se que só pode ser corretamente explicado com base na Teoria da Relatividade Geral.  No entanto a solução de Einstein vem sendo contestada por vários cientistas. Segundo eles, Einstein, antes de fazer sua formula da Relatividade Geral, teria conseguido esta informação (43” arc) e “ajustado” os argumentos para que o resultado da equação, previamente sabido, fosse alcançado, pois sabia que este seria um teste crítico para sua Teoria da Relatividade Geral cuja fórmula levou vários anos para ser terminada. Assim, considerava sua explicação, para o avanço do periélio de Mercúrio, a pedra angular da RG. A pedra angular precisa ter consistência adequada para não deixar solapar a obra.
Einstein precisava desesperadamente de 0,45 e vinha trabalhando sobre isso há anos, ele propositadamente ignorou a última etapa. Todo mundo estava olhando para o número 0,45. Eles não estavam olhando para outro número. Outro número exigiria redefiinição de todo o problema, e ninguém queria isso. Uma solução de certa forma já era esperada há anos, e Einstein decidiu dar-lhes isso. Este erro foi apenas um de uma longa série. Neste artigo vou mostrar que toda a análise histórica da precessão do periélio de Mercúrio foi crivada de erros lógicos e matemáticos básicos. Acho isso chocante não só a considerar, mas também doloroso para denunciar desde a personagem central aqui é mais uma vez Einstein, cientista que admiro e como em muitas maneiras” “Em muitos outros papéis, eu também defendi os postulados básicos de SR e GR, de modo que este papel não pode ser visto como um ataque fundamental sobre Relatividade. Todo mundo que já leu meus artigos sabe que eu não sou um anti-Relativista de qualquer espécie. Eu passei uma grande parte do tempo corrigindo matemática de Einstein, mas estas correcções só fazem Relatividade mais forte. Dilatação do tempo, aumento da massa, aceleração da gravidade-equivalência, a constância da velocidade da luz a partir de todos os sistemas: estes todos devem ficar em pé. Não há retorno para Newton. “(4)
Einstein sabia que seria um desafio a compreensão de sua fórmula da Teoria da Relatividade quanto à explicação da precessão do periélio de Mercúrio, para a qual criou uma constante cosmológica (10) sob medida. Do We Really Need a Cosmological Constant? (2)

         Segundo Valdir Monteiro dos Santos Godoi, em seu trabalho “O cálculo do movimento do periélio de Mercúrio na Relatividade Geral” ,
 “... Vale mencionar que Le Verrier até sua morte acreditou ter descoberto um novo planeta entre Mercúrio e o Sol, batizado de Vulcano, responsável pela anomalia do planeta Mercúrio, e que mesmo hoje não deveríamos descartar totalmente esta hipótese, dada uma possível existência de corpos vulcanoids nas proximidades do Sol [10],[11], bem como de asteróides cruzando a órbita de Mercúrio [12]. O que pretendemos analisar neste artigo, sem esgotar o assunto, é se a R.G. explica, adequadamente, esta precessão. A resposta será “talvez não””
“As técnicas de aproximação, e em especial os métodos de perturbação, são rotineiramente utilizados na Física, por exemplo, na Mecânica Quântica, particularmente quando os potenciais envolvidos não são apenas os mais simples, mas no caso da R.G., que viria se tornar uma teoria revolucionária, seria mais justo que ela fosse capaz de calcular por completo e exatamente todas as influências decorrentes dos demais planetas e satélites do sistema solar, além do próprio Sol, para que só depois pudesse obter a precessão resultante para Mercúrio (ou qualquer outro planeta), confrontando com o resultado observável.”
“É feita uma primeira leitura da maneira como se calcula a precessão do periélio de Mercúrio na Relatividade Geral. Mostra-se que a equação do movimento obtida para esta precessão não resolve a equação diferencial que a originou, já que é apenas aproximada, e portanto não podemos ter certeza sobre o fato da Relatividade Geral explicar esta precessão através de sua solução.”.... “Sendo assim, por enquanto não podemos ter certeza de que a R.G. explique, satisfatoriamente, a precessão do periélio de Mercúrio. Muitas mentes brilhantes já analisaram este problema, de mais de um século, bem como toda a Relatividade Geral, mas acredito que ainda não tivemos a melhor, e talvez mais simples, resposta.” (7).

          Diferentemente do que ainda se pensa, a origem da precessão do periélio de Mercúrio é resultado da cessação da influência gravitacional de Vênus, quando este passava entre Mercúrio e o Sol porque tinha uma órbita de alta excentricidade e sua passagem era facilitada por o plano orbital de Mercúrio ser inclinado 7° (sete graus) em relação ao plano orbital de Vênus que era o mesmo da eclíptica, ou seja, da Terra e não mais voltou por ter colidido com a Terra quando se dirigia para seu próprio afélio. Ato contínuo, a massa que sobrou da Terra e que ficou com aspecto toscamente cônico e agora, 600 Milhões de anos depois, está quase perfeitamente esférica quando vista de longe. Como conseqüência da colisão o que restou da Terra foi deslocado para a órbita atual e próximo da Lua que tinha, até então, status de pequeno planeta e foi capturada gravitacionalmente após sofrer um pequeno empurrão da Terra de tal monta que foi suficiente para afasta-a sem a deixar fugir e da qual recebeu grande quantidade de lava de basalto que pode ser visto, todos os dias, na área de contato chamada de Ocean of Storms na face voltada permanentemente para a Terra devido a este contato. Isto elucida, também, a presença do basalto na superfície da Lua, tido até hoje como um grande enigma. O basalto é a camada da parte superior do manto da Terra que estava a descoberto por ausência da maior parte da crosta, perdida na colisão astronômica com Vênus.
A solução apresentada aqui, apontando o tão procurado planeta “Vulcan”, baseia-se na descoberta da real causa da geodinâmica que é resultado da recuperação lenta e inexorável da esfericidade da Terra, que é essencialmente líquida, após ter perdido a maior parte de sua massa, de sua crosta original ou continental e de sua água em uma colisão astronômica e ficado, ato contínuo, com aspecto toscamente cônico e que devido à segregação gravimétrica de seus elementos vem recuperando sua esfericidade, mas ainda está incompleta. Isto é explicado na obra “Quando Vênus Colidiu com a Terra” (1), que trará a unificação das Geociências notadamente a Geologia, Geofísica, Paleontologia e a Astronomia no que tange à formação do sistema solar, colocando-as sob um novo paradigma. A data de 600 milhões de anos foi retirada teoria Snowball Earth (5) de Joseph Kirschvink e Paul Hoffman, muito bem construída, sem, no entanto, conseguir assinalar a fonte de calor que teria elevado, em tempo recorde, 1,4 bilhões de km3 de água a alta temperatura e por isto vem, até agora, sofrendo muitas contestações.  (3)

 

             Na imagem acima poderemos sentir que o lugar mais provável de ter havido o último puxão gravitacional exercido por Vênus sobre Mercúrio foi quando Mercúrio e Vênus voltavam para seus periélios e passaram próximos.
Se as leis da Gravitação Universal de Sir Isaac Newton, seu autor, servem para explicar a órbita de todos os astros, porque não serviria para explicar, também, a precessão anômala de Mercúrio? É evidente que algo extraordinário tenha ocorrido muito próximo de Mercúrio e isto pode ser perfeitamente solucionado dentro das leis de Newton. Não há necessidade de se apelar para fórmulas Ad hoc feitas especificamente para explicar esta anormalidade na órbita de Mercúrio, principalmente alguma que foi feita, por uma pessoa já famosa, já se sabendo o resultado a ser obtido, ou seja, os 43” arcsec/século de precessão.
Este trabalho oferece a solução desta grande questão, de acordo com as leis de Newton e de Kepler, ao demonstrar que uma parte da precessão do periélio de Mercúrio pode e deve ser mais uma evidência de que havia um astro que passava, periodicamente em seu periélio, na parte interna da órbita de Mercúrio, muito próximo ao Sol a altíssima velocidade e que lhe garantia uma órbita de grande excentricidade e não mais voltou devido à sua colisão com a Terra quando ia no sentido de seu afélio.
Esta passagem periódica de um astro no interior da órbita de Mercúrio causava uma perturbação gravitacional, ou puxão no periélio de Mercúrio, cuja anulação, quando de sua volta, foi impedida devido a sua colisão com a Terra, há 600 milhões de anos, e o retorno às suas órbitas respectivas ficou impossível. Afinal, a cessação da influência de um astro, Vênus, que havia mudado a posição do eixo da elipse de outro, Mercúrio, não traria esse eixo de volta à posição original, mas sim continuaria com a perturbação gravitacional remanescente e ele ficaria “bamboleando” como já está há 600 Ma, fenômeno do qual Mercúrio não consegue escapar sozinho.


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        Poderia ter sido um outro planeta a colidir com a Terra, mas Vênus tem todas as evidências de que tenha colidido com um grande planeta, essencialmente líquido, pois tem 80% de sua área coberta por lava solidificada, deixando a salvo o local do inicio do impacto, dois conjuntos cruzados de linhas paralelas, um de linhas de atrito e outro de rachaduras de impacto, em Lakshmi Planum também chamada de “graph-paper”, por suas linhas paralelas e sua limpeza. As linhas de atrito, as mais brilhantes, apontam para o local de seu afundamento na Terra, a grande área de impacto denominada Aphrodite Terra, como demonstrado no livro “Quando Vênus colidiu com a Terra” (1).


http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA00085
Lakshmi Planum, o ponto de contato inicial entre Vênus e a Terra
há 600 milhões de anos.

Parte da área, liberada pela NASA, da superfície de Vênus situada em Lakshmi Planum, tem  37 por 80 Km. Quando a área for divulgada por inteiro, pela NASA, deverá ser notado que seu contorno tem o aspecto de uma hipérbole. A limpeza da área é devido à compressão explosiva do oceano que envolvia a Terra e que tinha uma espessura próximo de 9 km. (1.400 milhões de km3 de água remanescentes distribuídos por 151 milhões de km2 que era a área da crosta remanescente ou Pangea). O Oceano Global era coberto de gelo tal como Europa uma lua de Júpiter.

http://www.largeigneousprovinces.org/11feb
Aphrodite Terra, parte da superfície de Vênus e principal local do impacto e afundamento no manto da Terra. A área Lakshmi Planum (LP) em Ishtar Terra aparece no ângulo superior esquerdo da imagem.
O afundamento no manto da Terra fez com que Vênus ficasse com sua rotação invertida e a -4 km/h, pois a Terra tinha muito mais massa e além de frear sua rotação inverteu seu sentido. Vênus não se desintegrou, apesar de apresentar tantas rachaduras, porque tinha crosta muito mais espessa que a Terra e um raio muitas vezes menor que lhe conferia uma maior dureza relativa. Vênus mostra sempre a mesma face quando esta a menor distância da Terra porque é a face do momento final da colisão e teve sua superfície recoberta com lava com idade superior a 500 milhões de anos. (11)

            Em adição a esta perturbação gravitacional à órbita de Mercúrio, havia a influência gravitacional que a Terra, com um volume (próximo de 17 vezes) maior que o atual, exercia na órbita de Mercúrio e que estava em uma órbita próxima da atual de Vênus, antes da colisão dos dois planetas.
As evidências de que Terra perdeu imensa quantidade de massa, são inúmeras começando pela ausência de 70% da crosta original ou continental restando apenas as placas da crosta que compunham a Pangea e se encaixavam com perfeição porque são resultado das rachaduras da parte remanescente. Evidências da adaptação da crosta tanto a remanescente ou continental a quanto a oceânica, estão por toda a parte em canyons, extensas cavernas, dorsais oceânicas, deslocamento radial dos continentes por escorregamento no sentido do local da colisão, contornando o planeta, utilizando a energia potencial gravitacional, soerguimento de regiões, levantamento de cadeias de montanhas tanto as pequenas quanto as imensas tais como os Andes com 7.000 km de extensão, os Alpes com 1.100 km, os Pirineus com 435 km, os Apeninos com 1000 km, as Montanhas Rochosas com 4.800 km, os Himalaias com três cadeias paralelas coroados pelo levantamento do planalto do Tibet, cristas, vulcões fissurais. São resultado do processo de adaptação da crosta, à esfericidade de um planeta de menor raio resultante da perda uma massa cerca de 17 vezes maior que a atual e onde a crosta que, é convexa, fratura porque o ponto de apoio, que é líquido, atua no centro de cada placa como em uma alavanca first class, sempre que o manto da Terra melhora sua esfericidade. Isto porque a Terra está em um processo lento de recuperação da esfericidade perdida na colisão, quando, ato contínuo, ficou com aspecto quase cônico tal como bulbo de pressão. A ponta do cone afundou no que agora é o centro do oceano Pacífico no sentido do novo centro de gravidade. Assim, as camadas remanescentes de pesos atômicos diferentes buscaram recuperar sua posição relativa por segregação gravimétrica onde os elementos mais pesados mergulharam no sentido do novo centro de gravidade para formar o novo núcleo envolvido por camadas cada vez mais leves até só restar a crosta. A Terra vem de um aspecto quase cônico, pós-colisão, até o formato atual, quase esférico, pois o processo ainda não terminou. A lentidão é resultante da pequena diferença entre seus elementos onde um elemento difere do mais próximo em um próton e um nêutron.  Assim, quando da fratura da crosta que tem densidade de  (2,8 t/m3) que flutua no manto com densidade de (3,3 t/m3), a lava levantava o subsolo e as montanhas passavam a existir ou então resultava em derrames. O vulcanismo, os terremotos e os tsunamis são resultado deste processo lentíssimo e inexorável que já dura 600 milhões de anos e ainda não terminou. Só vai terminar quando a Terra tiver atingido a esfericidade ideal, definida pelo nível do magma, quando então a crosta entrará em estabilidade permanente, porque as camadas do manto deixarão de se movimentarem por já estarem com igual espessura em todos os pontos do planeta, a atividade vulcânica, que mantêm os oceanos em estado líquido, cessará e o planeta entrará em um processo de esfriamento. O campo magnético que vem se mantendo pelo movimento de recuperação de sua camada de ferro mudou de formato inúmeras vezes causando inversões de polaridade. Devido à diminuição gradativa do campo geomagnético, já medido ao longo do tempo e comprovado, espera-se que haja, ao fim de 2.000 anos, uma inversão dos pólos magnéticos (12). No entanto, minha previsão da teoria VCT600MA (1) é que o campo geomagnético se extinguirá significando que a esfera líquida de ferro do interior da Terra atingiu sua maior esfericidade impedindo, assim, que haja deslocamentos de camadas, cada vez mais finas, de ferro para a existência do campo magnético como conseqüência da inexorável luta do planeta pela esfericidade. Assim, quando o campo magnético ficar nulo a radiação do Sol passará sem a proteção do campo magnético e a humanidade e todos os seres sofrerão conseqüências a serem medidas. No entanto a taxa de diminuição gradativa do campo magnético irá ficando cada vez menor, o que significa que o momento da anulação do campo magnético está mais longe do que se pensa atualmente.
O imenso volume perdido pela Terra pode ser calculado levando em conta que temos o volume atual conhecido e a base, estimada, do cone que tinha próximo de 200 milhões de km2, pois o Pangea era de 151 milhões de km2, mas a esta área devemos somar a que deve ter ficado a descoberto devido ao processo de arrancar da borda da Pangea, pelo movimento do manto indo para o espaço exterior. Com estes dados conseguimos a altura do cone que era o raio da Terra antes da colisão e conseqüentemente calcular o volume até aquele momento.
Cálculo da altura do cone remanescente que era o raio da Terra anterior à colisão.

       V = B.h/3  ou h = 3V/B

        V = 1.097.509 milhões de km3 (volume remanescente da colisão e atual da Terra)               
B = 200 milhões de km2 (base do cone, aproximada)
h =  16.462 km

Usando esta altura do cone remanescente como raio da Terra, antes da colisão temos:

           V = 4/3.pi.r3

           r  = 16.462 km
V=  18.677.389 milhões de km3

Este volume é próximo de 17 vezes o volume atual da Terra.

              Assim, temos três grandes alterações no Sistema Solar; 1) O não retorno de Vênus à sua órbita original, passando periodicamente por dentro da órbita de Mercúrio, ou seja, o astro que provocou, gravitacionalmente, este deslocamento não retornou para o anular como é normal com todos os astros de um sistema planetário. 2) Substituição da Terra por Vênus em uma órbita que era da Terra. 3) A grande perda de massa de um planeta (Terra) que estava mais próximo do Sol e o que sobrou foi deslocado para a órbita atual que era a órbita da Lua.  Com isto, a interrupção da influência da passagem de Vênus por dentro da órbita de Mercúrio e a diminuição de quantidade de massa em uma órbita próxima da atual de Vênus são as responsáveis pela precessão de Mercúrio, como cálculos posteriores dos astrônomos experientes deverão confirmar e provavelmente calcular em que ponto da órbita de Mercúrio este último “puxão gravitacional” foi exercido. Levando em conta que Mercúrio é um pequeno planeta, nestes cálculos não poderão ser descartados o efeito das quedas de alguns pedaços da crosta continental da Terra de 46 km de espessura, arrancados na colisão Vênus-Terra e que podem e devem ter resultado nos Caloris Montes em Mercúrio, como sondas poderão analisar sua composição e confirmar que as rochas têm composição igual às da Terra, pois a maior quantidade de massa arrancada da Terra foi jogada para o espaço exterior resultando em asteróides e cometas, mas a grande maioria não conseguiu velocidade suficiente para ficar em órbita e assim caiu no Sol e uma pequena parte em alguns planetas.
A previsão é que este tipo de precessão, tal como o de Mercúrio, deverá ser encontrado em outros sistemas planetários e ou sistemas estelares visto que colisões entre astros é uma tônica do Universo sendo uma grande colisão esperada a da Via Láctea com Andrômeda e uma que está a ocorrer entre a NGC 2936 e a NGC 2937 (8).  O resultado das explosões estelares não são em forma de disco, a massa vai em todas as direções como qualquer explosão. As esferas e os discos são a consequencia da organização gravimétrica das massas em órbita. Os planetas do sistema solar guardam ainda um certo ângulo em relação à eclíptica mas tendem a ficar todos em um mesmo plano orbital, devido à ação da incessante força gravitacional da massa do plano médio, ou seja, os astros secundários, através de suas interações gravitacionais, são os responsáveis pela formação de plano orbital único e não o astro principal. O choque planetário Vênus-Terra foi possibilitado pela aproximação dos seus planos orbitais gerando pontos de cruzamento. Assim, a tendência é que todos os sistemas planetarios existentes acabem ficando em um mesmo plano tal como a organização dos aneis de Saturno. Por exemplo, a órbita de Plutão é  inclinada 17° em relação ao plano médio dos outros planetas, ainda. Isto vale para as galáxias, elas começam como gigantescas bolas de luz, mas tendem a ficar em forma de disco resultando em muitas colisões. Este é o mecanismo geral que se aplica ao longo da existência do Universo. Assim, quanto mais velha é a galáxia mais planar é seu sistema estelar. Com bom exemplo, temos a Galáxia Sombrero, a 28 milhões de anos-luz da Terra onde seus bilhões de estrelas e correspondentes planetas já tiveram e ainda terão sua oportunidade de colisão, pois colisões não são prerrogativas apenas do Sistema Solar. O que está em órbita não entrou em colisão ainda. Não há como escapar, pois a perda ou ganho de massa altera a força de seus campos gravitacionais. É uma questão de tempo, afinal, a gravidade reivindica a totalidade.

 

CONCLUSÃO
A origem da precessão do periélio de Mercúrio é resultado da cessação da influência gravitacional de Vênus, quando este passava entre Mercúrio e o Sol porque tinha uma órbita de alta excentricidade e não mais voltou por ter colidido com a Terra quando se dirigia para seu afélio. Em adição a esta perturbação gravitacional havia a influência gravitacional que a Terra, com um volume muitas vezes maior que o atual, exercia sobre a órbita de Mercúrio e que estava em uma órbita próxima da atual de Vênus, antes da colisão dos dois planetas.
Assim, apresento Vênus como o tão procurado “Vulcan” que demorou a ser encontrado porque agora está longe do seu lugar de procura, o interior da órbita de Mercúrio, conforme correta previsão de Urbain Le Verrier.  Não havia na época dele evidências de que seria Vênus, pois isto só foi possível com a montagem do imenso quebra-cabeça resolvido pela teoria VCT600MA defendida no livro “Quando Vênus colidiu com a Terra” (1) que é baseado no avanço das ciências. Isto implicará na aceitação da teoria Snowball Earth de Paul Hoffman e de Joseph Kirschvink.
Assim, Vulcan não é um “hypothetical planet”, mas um planeta real. Por isto presto a Le Verrier, que ficaria entusiasmado com esta descoberta, e também a Isaac Newton, minhas homenagens póstumas.
As leis da Gravitação Universal de Isaac Newton em parceria com a colisão de Vênus com a Terra há 600 milhões de anos, são suficientes para explicar este movimento de Mercúrio e implica que não há necessidade de uma nova concepção do universo, por enquanto, mas apenas do Sistema Solar.

 

REFERÊNCIAS:

Bibliográficas

  1. Fernandes-Môça, J,M,  “Quando Vênus Colidiu com a Terra – O extraordinário evento ocorrido há 600 milhões de anos que mudou a história da Terra”, José Manuel Fernandes Môça, Rio de Janeiro, 2008, ISBN 978859089-6. Todo o conteúdo em WWW.VenusTerra.com,br.

 

Na Internet

  1. Claudiu Simion, “Do We Really Need a Cosmological Constant?”, http://www.cco.caltech.edu/~claudiu/astro/Ay1.htm, acesso em 15-12-2013

 

  1. Lori Oliwenstein , “Caltech-led Team Debunks Theory on End of "Snowball Earth" Ice Age”, http://www.caltech.edu/news/caltech-led-team-debunks-theory-end-snowball-earth-ice-age-1691, acesso 31-1-2013
  1. Miles Mathis,The Perihelion Precession of Mercury”, milesmathis.com/merc.html, acesso em 6-4-2012.   

 

  1. Paul F. Hoffman and Joseph Kirschvink, “Snowball Earth” ,http://www.snowballearth.org, acesso em 21-4-2005.
  1. Sir Robert S. Ball, “Great Astronomers – Le Verrier “,

              http://www.cadsas.com/books/greatastronomers/page-19.html
acesso em 27-4-2013.

  1. Valdir Monteiro dos Santos Godoi, “O cálculo do movimento do periélio de Mercúrio na Relatividade Geral”, Matemática Aplicada e Computacional – USP, http://vixra.org/pdf/1406.0050v2.pdf, acesso em 2-10-2014.

 

  1. ……., Science World Report, “Hubble Telescope Captures Two Colliding Galaxies Conducting Deadly Dance”, http://www.scienceworldreport.com/articles/7655/20130620/hubble-telescope-captures-two-colliding-galaxies-conducting-deadly-dance.htm#ixzz3GcrVRl7o, acesso em 20-6-2013.
  1. ……., “Vulcan (hypothetical planet)”, http://en.wikipedia.org/wiki/Vulcan_(hypothetical_planet),  acesso em

16-2-2013.

  1. ........., “1917:  Einstein invents the Cosmological Constant”, https://cosmology.carnegiescience.edu/timeline/1917, acesso em 19-1-2013.

 

  1. UMD's Vicki Hansen, “Venus's surface may be much older than thought”, http://www.d.umn.edu/unirel/homepage/06/vhansen.html,  acesso em 02-1-2014

 

  1. ......, “Earth's Magnetic Field Flip Could Happen Sooner Than Expected”, Scientific American,  http://www.scientificamerican.com/article/earth-s-magnetic-field-flip-could-happen-sooner-than-expected/, acesso em 2-01-2015