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        TEORIA

VÊNUS COLIDIU COM A TERRA HÁ 600 MILHÕES DE ANOS

– UMA PROPOSTA DE MUDANÇA DO PARADIGMA GEOFÍSICO, GEOLÓGICO E PALEONTOLÓGICO.

JOSÉ  MANUEL  FERNANDES  MOÇA

RESUMO: O objetivo desta teoria é unificar as Geociências em torno de um mesmo e extraordinário evento ao demonstrar que o incessante tectonismo global e os grandes eventos geofísicos, geológicos e paleontológicos são conseqüências da recuperação, gradual, da esfericidade da Terra perdida na colisão com outro planeta, há 600 Milhões de anos, na qual ela perdeu a maior parte de sua massa e de sua crosta original e consequentemente de sua água tornando-se assim um planeta de menor tamanho.

ABSTRACT: The aim of this theory is to unify the geosciences around a single and extraordinary event to demonstrate that the incessant global tectonism and major events geophysical, geological and paleontological are consequences of the gradual recovery of the Earth's sphericity lost in the collision with another planet, 600 Million years ago, in which it lost most of its mass and most of its original crust and consequently its water, becoming thus a smaller planet.

TEORIA: VÊNUS COLIDIU COM A TERRA HÁ 600 MILHÕES DE ANOS.

Ela mostra que a existência do Pangea, há 600 Ma, foi devido à perda de grande parte de massa do planeta que no impacto ficou conseqüente e momentaneamente, com aspecto cônico quando então o pesadíssimo núcleo interno ficou no vértice, onde hoje é o centro do Pacífico e o Pangea ficou em posição diametralmente oposta, compondo parte da base do cone e devido à proteção exercida por parte do núcleo interno, no movimento da colisão devido à diminuição da velocidade do astro impactante. A Terra estava completamente envolvida em um oceano global cujas águas desceram de cima das placas remanescentes. Esta deformidade levou a um posterior achatamento do que restou do planeta que manteve as placas do Pangea próximas e provocou o intervalo de 400 Ma para o início de sua separação, iniciada há 200 Ma devido à sua lenta recuperação de formato por motivo da migração do núcleo e das pesadas camadas remanescentes que o circundavam.Mostra porque as placas continentais, formadas por camadas de silicatos com cerca de 45 km, têm soluções de continuidade, evidenciando um rompimento traumático, enquanto o restante da crosta tem cerca de 5 km e é formada por basalto por solidificação da parte superior do manto, a partir dos últimos 600 Ma, e coberta pelo sedimentos resultantes da erosão das placas continentais entremeada por material magmático saído do manto em eventos posteriores por sua luta na volta à esfericidade. Apresenta o mecanismo do deslocamento dos continentes ao demonstrar que e porque eles não estão à deriva, a esmo, mas indo, muito lentamente ao redor do planeta no sentido de um lugar comum e de grande profundidade, relativa e remanescente, o centro do Oceano Pacífico, ao usar a energia potencial gravitacional e facilitado pela ausência da maior parte de sua crosta original. Mostra que quebra gradual da crosta remanescente, para se adaptar a um planeta, agora de bem menor diâmetro, é a causa da existência das montanhas e de suas diferentes idades onde o manto, que é líquido, atua com ponto de apoio em um processo de alavanca interfixa e que em função da curvatura, da época, gerava a pressão colossal e suficiente para provocar a quebra da placa e a conseqüente subida de magma e também manter a pressão até à solidificação. Em outras palavras, os pedaços convexos de crosta continental de grande curvatura apoiando-se em um planeta líquido, cada vez mais esférico e de menor diâmetro, resultou em rachaduras e subida de magma. Esta é a razão da formação das cataratas, das falhas transformantes, das extensas cavernas, dos lagos profundos, dos fiordes, dos canyons incluindo o Grand Canyon, que sepultou em suas imensas fendas as dezenas de milhares de km3 de material erodido e criando grandes problemas para o entendimento da coluna geológica devido à inversão de camadas estratigráficas. Mostra a razão do vulcanismo fissural, dos derrames basálticos e das cataratas, a razão dos terremotos, incluindo os sismos intra-continentais, os tsunamis, a existência dos vulcões do cinturão de fogo que estão permanentemente ativos assim como os vulcões do Hawaii e porque têm saída volumosa e contínua de magma. Demonstra que os vulcões atuais fazem parte de um sistema de vasos comunicantes onde o líquido é o manto e o recipiente é formado pelo interior do planeta que vem alterando seu formato desde a colisão. A Terra sofreu um choque brusco de temperatura há 600 Ma (Afonso Nogueira, Alcides Sial, Cândido Moura, Thomas Fairchild, Cláudio
Riccomini,2005). Esta teoria mostra que a geração e manutenção do imenso calor com inicio há 600 Ma transformaram o planeta que estava envolto em um oceano gelado, coberto de gelo (Kirschvink, J.L. 1992) (P. A. Allen & P. F. Hoffman, 2005) (Hoffman, P.F, 2009) , em bola de vapor de água, que depois de provocar uma super extinção, possibilitou a explosão da complexidade da vida do período Cambriano (Flávio Dieguez, 2005), que foi iniciado e potencializado por este calor gerado pelo contato direto das águas com o magma devido à perda da maior parte da crosta. Mostra que o todo o petróleo é composto de grande parte do material microbiológico que existia no Oceano Global, antes da colisão, e do qual participava todo o carbono que havia no planeta e que era composto principalmente de microalgas que encerravam basicamente carbohidratos, e foi aprisionado em rachaduras na crosta, entre as placas que compunham o Pangea e em baixos relevos em cima das placas continentais que formaram depósitos cobertos e permeados de sedimentos e que os depósitos mais profundos, tais como os pré-sal. Estes depósitos são os fornecedores de petróleo para os níveis superiores que escaparam e ainda escapam pelas rachaduras causadas na adaptação da crosta e que, por causa disto, nos dá a impressão de terem sido formados a partir de datas mais recentes e com matéria orgânica mais recente.Mostra que a razão de não haver depósitos petróleo no leito do oceano Pacífico é porque as águas em torno do Pangea estavam em constante movimento, devido à ebulição gerada pelo contato direto com o magma e em uma área imensamente ampla e lisa, relativamente. Explica porque que boa parte dos diamantes naturais foram produzidos a partir de pequenos acúmulos de petróleo infiltrados pelas rachaduras até aproximadamente 7 km de profundidade, e depositados sobre a parte superior do magma que com seu imenso calor aliado à compressão gerada no movimento de alavanca das placas continentais no movimento de adaptação e de sua fluidez que os trouxe à superfície facilitado pela sua pouca densidade relativa. Apresenta a razão dos depósitos dos dois tipos de carvão fóssil, quanto à origem, e porque alguns têm enorme extensão e inúmeras camadas. Mostra que a formação de depósitos de minérios foi devido aos jatos de metais enviados para o espaço no momento final da compressão do manto e que não atingiram a velocidade de escape e caíram sobre a crosta remanescente.Demonstra que estes metais e outros elementos que caíram sobre a crosta tornaram possível a explosão da complexidade da vida do Cambriano acelerada pelas mutações genéticas produzidas por descargas elétricas em intensas tempestades que eram uma constante por dezenas de milhões de anos devido à ebulição do grande oceano que rodeava a Pangea. Demonstra que a grande maioria de fosseis de quase todos os tamanhos ainda estão para ser encontrados, pois estão sepultados entre as cadeias de montanhas levantadas no mesmo momento e também no fundo dos canyons, que era o melhor lugar para se andar por estarem pavimentados por sedimentações e pior lugar para estar quando se abriam.

      

 O formato cônico do que restou do planeta, no primeiro momento pós-colisão, é a razão mais provável da formação do campo magnético onde a camada de ferro era um íma côncavo e suas inversões periódicas de polarização são devidas, à deformação ocasional do íma devido ao mergulho de elementos, mais pesados que o ferro, no sentido do novo núcleo em formação, a manutenção do campo é devido à continua recuperação da esfericidade do planeta que afeta todas as camadas de elementos e a diminuição do campo magnético é devido à diminuição do fluxo do ferro nessa recuperação.
Mostra as evidências de que o outro planeta envolvido na colisão, e que não se desintegrou, é Vênus, ao indicar o local do atrito inicial e de rachaduras por compressão entre ele e a Terra, dois conjuntos, cruzados, de linhas paralelas em uma área da superfície de Vênus (Lakshmi Region) (NASA – JPL, 2005) salva do banho de lava que este planeta levou e ajudou em produzir sua lenta rotação retrógrada e porque ele mostra sempre a mesma face quando da menor distância entre os dois planetas. Isto explica porque Vênus tem 80% de sua superfície banhada em magma e está tal como a Terra, há cerca de 600 Ma, refazendo sua superfície, cada um com seus processos. Mostra porque Vênus e Terra são atualmente tão diferentes apesar de terem sido formados tão próximos.

           A entrada de Vênus no corpo da Terra, tal como uma bala, foi facilitada por ele ter uma espessura de crosta bem maior e um diâmetro bem menor que lhe conferia uma maior dureza relativa e que junto com o mergulho no manto macio, da Terra, não o deixou desintegrar-se apesar de sua superfície ter ficado com muitas rachaduras (Fegley B. 1997) Demonstra que os primeiros bilhões de cometas foram gerados pela compressão do Oceano Global em fração de segundo e que os asteróides também são originários desta colisão ao explicar suas composições que variam de silicatos a metálicos, a razão de suas estranhas órbitas que também trás implicações astrobiológicas ao ter possibilitado que material microbiológico da Terra e que permeava o Oceano Global, tenha sido disseminado pelo sistema solar, através destes objetos. Apresenta a mais provável razão da precessão do periélio de Mercúrio ao mostrar que para Vênus atingir a alta excentricidade de sua antiga órbita teria que passar no interior da órbita de Mercúrio e causava uma perturbação gravitacional que parou de ocorrer com a colisão. Mostra que e porque é possível o descarte definitivo do lixo radioativo em curto espaço de tempo e porque é possível usar, com segurança, o calor do manto da Terra, a inesgotável Energia Geotérmica.

        Mostra, igualmente, porque o atual paradigma geofísico, a teoria Tectônica de Placas, não se sustenta ao serem demonstradas as suas inconsistências. A TP Theory teria recebido, para sua formulação, o reforço crucial da teoria Ad hoc dos “Hotspots” que foi concebida pelo professor de geofísica canadense, na Universidade de Toronto, J. Tuzo Wilson em 1963 para defender que hotspots, fixos, produziriam “plumas mantélicas” que seriam responsáveis por furar a crosta produzindo vulcões e até levantando montanhas, após quebrar as espessas placas da crosta continental. Ad hoc, em ciência e filosofia, significa a adição de hipóteses(s) estranha(s) a uma teoria para tentar salvá-la de ser falseada.
A teoria Tectônica de Placas teria apoiado, também, o pensamento de pesquisadores que acreditam que durante a vida da Terra aquelas grandes massas de crosta se juntaram e se separaram várias vezes e que na última “união primordial” de placas teria sido formando o Pangea. Em resumo, correntes ascendentes do manto, resultantes da variação de temperatura, seriam responsáveis pela formação de quase todo o relevo da Terra. Seria esta a força produtora de movimento das placas. No entanto, reconhece-se a dificuldade de explicar a quebra dos continentes a partir desta idéia e procura-se descobrir que misterioso mecanismo provoca tais movimentos radicais.
A crosta dos planetas telúricos, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e Lua (pois esta tinha status de planeta há 600Ma porque estava sozinha nesta órbita) foi formada pelos cristais compostos pelos elementos mais leves do planeta, e fica distribuída quase uniformemente por todo o planeta devido à segregação gravimétrica tal como ocorre em fundições de metais onde a escória mais leve fica na parte superior do metal em estado de fusão e metais pesados ficam no fundo.
Destes planetas o único que tem apenas parte da crosta original é a Terra.

Referências:

Fegley B., “Why Pyrite Is Unstable on the Surface of Venus”, Icarus, Vol. 128, Number 2, August 1997, pp. 474-479(6), Pub. by Academic Press

Fernandes-Môça, J.M. “Quando Vênus colidiu com a Terra – O extraordinário evento ocorrido há 600 Milhões de anos que mudou a história da Terra”, Rio de Janeiro, impresso em 2008, ISBN 978859089-6.

Kirschvink, J.L. “Late Proterozoic low-latitude global glaciation: the snowball Earth”. In: Schopf, J.W. & Klein, C. (eds.) The Proterozoic Biosphere: A multidisciplinary study. Cambridge: Cambridge University Press 1992.

P. A. Allen & P. F. Hoffman, “Extreme winds and waves in the aftermath of a Neoproterozoic glaciation”, Nature 433, 123–127 (2005).

Afonso Nogueira, Alcides Sial, Cândido Moura, Thomas Fairchild, Cláudio
Riccomini, “Terra sofreu choque térmico brusco há 600 milhões de anos
Transição entre épocas geológicas foi mais rápida que o esperado, indicam rochas”, Notícias Geociências - Ciência Hoje On-line - em artigo de 19/08/03, http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2719, acesso em 21-4-2005.

Choi, D. R. (2000). “Subduction does not exist – From seismic data interpretation.”, New Concepts in Global Tectonics Newsletter, 15, 9-14, http://www.ncgt.org/ acesso em 13-7-2005.

        Encyclopedia Britannica, “Ediacara fauna”,
http://global.britannica.com/EBchecked/topic/179126/Ediacara-fauna, acesso em 16-2-2005

 

Flávio Dieguez, “A Explosão do Cambriano”, http://www.geocities.com/CapeCanaveral/7754/cambriano.htm, acesso em 16-2-2005.

Hamilton, W.B., 2003, "Plumes from deep mantle, subduction into deep mantle, and bottom-up convective drive do not exist." An alternative Earth: GSA Today, 13(11), p. 4–12. http://www.geosociety.org/gsatoday/archive/13/11/pdf/i1052-5173-13-11-3.pdf, acesso em 27-4-2005.

Hoffman, P.F. “Snowball Earth”, http://www.snowballearth.org/ , acesso em 28-12-2009.

NASA – JPL Jet Propulsion Laboratorial –   - Photojournal, http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA00085 acesso em 02-10-2003.